2 de mai. de 2008

Esgoto, principalmente nas praias

PESQUISA DO IBGE APONTA (14/6/2004)

Cerca de 42,64% consideram o domicílio sem espaço e gostariam de morar num local maior. Outros 43,50% disseram que seus domicílios possuem telhados com goteiras; 43,48% admitiram morar em locais com paredes e/ou fundações úmidas; 45,50% reclamaram de madeiras nas janelas, portas e assoalhos deteriorados. Já o percentual de famílias que gostariam de uma casa melhor iluminada chega a 25,65%. Outras 21,30% reclamaram de rua ou vizinhos barulhentos.
Além das condições de moradia, o acesso das famílias cearenses aos serviços públicos também deixa a desejar. Conforme a pesquisa do IBGE, 30,78% das famílias no Estado não possuem abastecimento de água e esgoto. Outros 30,01% dos domicílios são desprovidos de serviço de coleta de lixo regular; 32,55% não possuem drenagem; 21,69% declararam morar em ruas sem iluminação e apenas 8,84% não têm fornecimento de energia elétrica.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=169088


ORLA POLUÍDA GERA TRANSTORNOS

Praia de Iracema (2/3/2008)

O canal 'Língua Negra', como é conhecido, leva ao mar o esgoto que é desviado da rede pública (Foto: Denise Mustafa)
A poluição ambiental na orla marítima da Capital prejudica a qualidade de vida, dizem os especialistas.
Todos os dias, basta o sol começar a se esconder que a artesã Ivoneida Rios, 46 anos, inicia a montagem de sua barraca na feirinha do calçadão da Beira-Mar. Clientes? Ivoneida tem. Problemas? Também. Afinal, como reclama, o chamado “língua negra”, canal que despeja esgoto no mar próximo à sua barraca, acaba por afastar, muitas vezes, os turistas. “É um mau cheiro grande, gera doenças. Aqui é uma fonte de renda, visada mundialmente. Isso dá uma má impressão”, diz a artesã.
Uma má impressão alimentada também em outros 12 pontos de poluição, no trecho entre a Praia de Iracema e o Mucuripe. Tanto que, há sete meses, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) e a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) vêm realizando uma ação emergencial para “Despoluição da Orla Marítima”, a fim de diminuir os percentuais de poluição na área.
Na opinião da bióloga Regine Vieira, pesquisadora do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), a situação vivenciada pela artesã Ivoneida é decorrente tanto da má educação da população, como da falta de fiscalização efetiva do poder público. Para a bióloga, “o homem não cuida porque não é educado para cuidar. Como não há fiscalização, e muito menos punição, o meio ambiente é que é prejudicado”.
Conforme informou Regine Vieira, dentre as substâncias poluidoras da orla marítima, as mais encontradas são as fezes. No caso, como disse, elas são oriundas em sua maioria “do homem, que come e, sendo ser vivo, tem que excretar o que não for aproveitado e, sendo mal educado, joga detritos em locais não apropriados”.
Como um dos pontos críticos identificados pelo Labomar, a pesquisadora indica que a poluição é muito alta nos locais onde há a deságua de galeria pluvial. Dentre eles, há o localizado em frente à estátua de Iracema, do Riacho Maceió.
Como comentou a bióloga, o material coletado “chega a apresentar um NMP de 11.000 Coliformes Termotolerantes por 100mL de água, quando o Conama, na resolução 274/2000, preconiza que mais de 1000 CT /100mL torna a praia imprópria para uso”.
“Queremos incentivar a utilização da rede. A Praia de Iracema é área nobre, mas com camelôs, que usam a praia como banheiro. Outro problema é que o esgoto é construído após os edifícios, causando mais gastos que os imóveis não querem ter”. Para Ester Esmeraldo, “ainda falta a conscientização dos governantes para a questão do saneamento básico”.


ESGOTOS POLUEM LAGOAS

Diego Laje
especial para O POVO
Galerias de drenagem servem para esgotamento irregular na Lagoa da Parangaba. Na Lagoa da Maraponga, despejo ilegal é feito por meio de riacho.
11/03/2008 00:17
Parte dos esgotos do Montese, Itaoca, Parangaba, Panamericano e Demócrito Rocha são escoados na Lagoa da Parangaba. O local, impróprio para banho e pesca, é poluído, ainda, pelo acúmulo de lixo em seu entorno. Na Lagoa da Maraponga, também imprópria, o despejo vem de uma comunidade e de outros pontos do bairro. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) prevê o beneficiamento dos locais com rede de saneamento, mas há trechos que não podem ser contemplados. A Prefeitura diz não ter projetos de habitação para as famílias.
O despejo irregular, ele diz, é feito por meio das galerias de drenagem pluvial. O esgotamento inclui cerca de 100 casas às margens da lagoa. Alan informa que não há dados sobre o número de pontos responsáveis pelo despejo, mas afirma que os bairros foram identificados por não possuírem rede de esgoto e suas galerias desembocam na lagoa.
O POVO encontrou, próximo ao sangradouro, duas cabeças de caprinos, em fase de decomposição. Alan diz acreditar em "desova", com o material vindo de outro local. Também há fezes de animais que comem vegetais às margens do manancial.
Na Maraponga, por conta da falta de rede de esgoto, a lagoa acaba recebendo dejetos. É o que aponta o chefe do Distrito de Meio Ambiente da Regional V, José Maria Castro. Cerca de 60 casas, da comunidade Nazaré de Lima, usam um riacho que chega à Lagoa da Maraponga para esgotamento. "A solução é retirar o pessoal dali", avalia Castro. O local é área de preservação ambiental. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), o despejo "vem de outros pontos também". A pasta não informou quais, mas adiantou que é da "maior parte do bairro".
A Cagece prevê contemplação de parte da Maraponga com rede de esgoto. As obras começariam em outubro. Nos bairros que poluem a Lagoa da Parangaba, a previsão de início da execução é para os próximos sete meses. O órgão não divulgou orçamentos e lembrou que não pode levar rede de esgoto a áreas de preservação, como a comunidade Nazaré de Lima.
Já a Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) diz que não há projetos de habitação para as famílias que vivem às margens das lagoas. Segundo a presidente, Olinda Marques, "não houve manifestação de demanda nesses três anos do Orçamento Participativo (OP) para essas áreas". Ela sugere que as comunidades que engajem na discussão do OP.

E-MAIS
A Lagoa da Parangaba está imprópria para o banho desde o início de seu monitoramento, em agosto de 2006. Já a da Maraponga oscila a balneabilidade: foi própria de agosto de 2006 a janeiro de 2007 e de junho a dezembro de 2007. José Maria Castro atribui a chuva como um dos fatores para a renovação da lagoa.
A chuva também pode aumentar a poluição das lagoas. Castro lembra que o lixo jogado às margens dos mananciais acabam chegando à água no período invernoso.
Moradores de áreas contempladas por rede de esgoto devem ter, obrigatoriamente, ligação regular. Isto é previsto em lei municipal. A Semam informa que "somente parte do entorno" da Lagoa da Parangaba tem rede de esgoto e que já autuou 45 imóveis, nessa área, que estariam despejando dejetos. Eles foram à secretaria prestar defesa e estabelecer prazo para regularização.
Não há previsão para que as lagoas tornem a ser limpas após o fechamento dos esgotos clandestinos, segundo a Semam.
De acordo com Alan Arraes, uma casa de baixo porte produz, diariamente, cerca de 100 litros de esgoto.
http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/772078.html


Esse papo tá parecendo uma piada, mas tomara que vingue.

MPF/CE: JUSTIÇA OBRIGA MUNICÍPIO DE FORTALEZA A DESPOLUIR ORLA MARÍTIMA

27/2/2007 17h25
STJ decide que município e Cagece devem regularizar o sistema de escoamento de esgoto para evitar poluição das praias cearenses.
O procurador regional da República no Ceará Francisco de Araújo Macêdo realizará uma reunião com a prefeitura de Fortaleza e a Companhia de Esgoto do estado do Ceará (Cagece) para celebrar um termo de ajustamento de conduta (TAC), determinando prazos e metas para a construção de um sistema de saneamento para frear a poluição das praias do litoral.
O TAC será firmado em virtude de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomada pelo ministro Raphael de Barros Monteiro Filho no início de fevereiro, em que obriga o município de Fortaleza e a Cagece de regularizar o sistema de escoamento de esgoto para evitar a poluição das praias. A ação civil pública, do Ministério Público Federal no Ceará, foi proposta em 1987, pelo procurador regional da República Francisco de Araújo Macêdo, titular da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no estado.
"Em 1987, solicitei informações à prefeitura e à Cagece quanto à área englobando a Praia do Caça e Pesca até a Praia da Colônia. Naquela época, eles repassaram os dados sobre um número imenso de ligações clandestinas tanto de hotéis e até de repartições públicas que lançavam esgoto nas galerias pluviais", observa o procurador. Em 1989, o MPF recebeu da prefeitura o comprometimento de um projeto de sanemanto, que não foi apresentado.
Percurso - E assim ao longo desses 20 anos, a ação civil pública percorreu instâncias jurídicas. Na 2ª Vara da Seção Judiciária do Ceará, foi concedida liminar para que o município providenciasse a interligação do sistema de esgoto para impedir o escoamento de dejetos sanitários nas redes de águas pluviais e faixas de praia. A decisão proibia também o escoamento irregular nos locais não dotados de rede coletora de esgoto. Como não foi cumprida, a liminar foi renovada em 2004 sob pena de multa de dez mil reais por dia de atraso.
O município pediu a suspensão da liminar no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em março de 2005, alegando que o cumprimento da decisão causaria grave ofensa à ordem pública. O TRF-5 manteve a decisão da primeira instância e o STJ também fez o mesmo. Na decisão do ministro Barros Monteiro há, como consideração, o fato de o município de Fortaleza contar com um tempo suficiente para planejar e incluir em seus projetos o saneamento determinado.
Ação civil pública n° 000 44711-0
http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/meio-ambiente-e-patrimonio-cultural/mpf-ce-justica-obriga-municipio-de-fortaleza-a-despoluir-orla-maritima/


O PAÍS DE CONTRASTES

Clipping
28/09/2006 - Correio Braziliense
Estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância constata que, apesar dos avanços no acesso às redes de água e esgoto, brasileiros ainda sofrem com as desigualdades, principalmente no Norte e no Nordeste

Paloma Oliveto
Da equipe do Correio
O acesso à água potável e ao esgotamento sanitário melhoraram no Brasil, mas para crianças pobres, negras e moradoras das regiões Norte e Nordeste, saneamento básico ainda é artigo de luxo. Um estudo mundial divulgado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que, embora o país esteja próximo de alcançar as metas da ONU em relação à sustentabilidade ambiental, as desigualdades sociais e raciais impedem que os avanços nessa área cheguem para todos.
A Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (Pnad) de 2005 aponta que 82,3% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede geral de água, e 75% a esgotamento sanitário (rede coletora e fossa séptica). No Nordeste, porém, os índices caem bastante em relação à média nacional: a água chega a 73,87% dos lares, e há esgoto para 46,44% dos domicílios, sendo que quase 20% usam fossas.
“A grande questão que precisa ser colocada não é se o Brasil vai ou não alcançar as metas da ONU. O grande problema são as desigualdades muito presentes no país. O acesso à água e ao esgoto depende do lugar onde você nasce e da classe social a qual pertence”, destaca Patrício Fuentes, coordenador do Unicef em Fortaleza (CE). No relatório global Progress for Children (Progresso para Crianças), o Brasil aparece como um dos países da América Latina que mais avança na universalização do saneamento básico, ao mesmo tempo em que se destaca pelas desigualdades.
Segundo o Unicef, 5,33% das crianças e dos adolescentes brasileiros vivem sem água encanada em casa. Do total, 2,59% são brancas, e 7,85% são negras. Em relação ao esgotamento sanitário, 19% dos brasileiros com até 18 anos não têm acesso sequer a fossas sépticas. O percentual entre crianças brancas é menor: 8,47%. “O acesso à água e saneamento é um indicador importante sobre a qualidade de vida das pessoas. A garantia desses direitos também tem impacto direto na prevenção de doenças e na sobreviência e na saúde de crianças e adolescentes”, destaca o texto do relatório.
As desigualdades regionais também são ressaltadas pelo Unicef. Dos quase 6 milhões de crianças e adolescentes que vivem na Região Amazônica, 12,58% não têm água encanada. No Distrito Federal, o índice cai para 0,4%. A coleta de resíduos sólidos chega para 61,46% dos nordestinos, enquanto que, no Sudeste, o percentual é de 88,43%.

Levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) com base nos dados do IBGE mostram que, em 11 estados brasileiros, o acesso ao saneamento é igual ou inferior a países pobres da África, da Ásia e da América Latina. O Mato Grosso do Sul apresenta os piores índices: apenas 16% dos lares contam com serviços básicos de saneamento, percentual idêntico ao da população do Camboja, na Ásia. Em seguida, vem o Tocantins, com 25% de cobertura, uma taxa inferior à da Somália, um dos países mais miseráveis da África.
Alagoas, Goiás, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso, Acre, Bahia e Rondônia são os demais estados brasileiros com menos de 50% de acesso a saneamento básico. Outras 11 unidades da federação têm percentual de acesso inferior à média nacional, que é de 75% (incluindo rede de esgoto e fossas sépticas), sendo que quatro situam-se no Nordeste.
No topo do ranking do saneamento está o Distrito Federal, com cobertura de 94%, a mesma do Uruguai. O estado mais rico do Brasil, São Paulo, tem percentual de 93%, próximo ao do Chile (92%). No Rio de Janeiro (88%), o índice é semelhante ao da Rússia (87%), Santa Catarina tem a mesma taxa da Turquia (83%), e o Rio Grande do Sul (81%) quase iguala-se ao Iraque (80%) no acesso ao saneamento. Nenhum estado chegou perto da Suíça e do Japão, que universalizaram os serviços.
O Pnud também destaca que, no ano passado, a cobertura de serviços de coleta de esgoto regrediu em alguns estados brasileiros, em relação a 2004. O Tocantins teve a pior queda, passando de 29% para 23,7%.
http://www.irohin.org.br/onl/clip.php?sec=clip&id=75


Mais esgoto e lixo nas praias...

PRINCIPAIS PROBLEMAS
Ocupações irregulares e falta de saneamento
A faixa litorânea de Fortaleza tem 43,4 quilômetros, incluindo a orla do Rio Ceará. A primeira direção, no sentido leste-oeste, vai do Rio Ceará ao Porto do Mucuripe, com 19,4 quilômetros. A segunda, noroeste-sudeste, está entre o Serviluz e a foz do Rio Pacoti, com 15 quilômetros.
O Projeto Orla diagnosticou muitos problemas em toda essa extensão. Entre eles, os principais foram: ocupações irregulares, saneamento básico insuficiente (lixo e esgoto) e privatização da praia. As áreas definidas como prioritárias para intervenção foram a Duna da Barra do Ceará, Pirambu, Serviluz e Sabiaguaba. Mas, ao todo, são consideradas todas as cinco unidades de paisagem estabelecidas.
Entre a Área de Preservação Permanente (APP) do Rio Ceará e o Parque Costa Oeste (antigo Kartódromo), foram identificados, entre outros: poluição (esgoto e lixo), desmonte de dunas, desmatamento e ocupação irregular de APP (duna, manguezal e praia).
Do Parque Costa Oeste ao Mercado de Peixes do Mucuripe foram caracterizados: poluição por esgotos e lixo, descaracterização da paisagem dunar e de falésias por construções irregulares, erosão na linha de praia e ocupação irregular de APP.
Entre o Mercado de Peixes do Mucuripe e o Serviluz: movimentação de areia pela ação dos ventos, privatização da praia, construções irregulares na praia, esgoto, ocupações irregulares em área de risco (Morro do Teixeira) e barcos abandonados na praia.
Do Serviluz à Foz do Rio Cocó existem: poluição visual, sonora, atmosférica, hídrica e do solo, desmonte de dunas, terraplenagem em área de mangue, acúmulo de lixo, adensamento de barracas na faixa de praia, comprometimento das estruturas da ponte inacabada e aterros e ocupações irregulares nas margens do rio.
Do início da Orla da APA da Sabiaguaba à Foz do Rio Pacoti, foram identificadas edificações irregulares (barracas de praia, residências e pousadas), interferência na dinâmica sedimentar e hidrodinâmica do estuário (o que mantém os rios e praias em equilíbrio), desmatamento do manguezal, privatização da praia, formação de vazios urbanos e equipamentos urbanos em APPs.
http://www.amc.fortaleza.ce.gov.br/modules/news/article.php?storyid=2252

Gastos da prefeitura com shows

Até parece legal uma cidade ter grandes shows, gratuitos, com artistas bastante conhecidos nacionalmente, contanto que essa cidade tenha uma qualidade de vida razoável. De que adianta trazer o cantor Roberto Carlos (e outros que já vieram), gastar muito dinheiro, se em Fortaleza falta tudo?!?! Cá pra nós, a cidade de Fortaleza é um lixo, é horrível, não tem estrutura nenhuma. Com esse dinheiro se poderia fazer outras coisas mais importantes e urgentes na cidade, mas parece que boa parte do povo prefere se divertir em uma noite e depois continuar na mesma situação deplorável. Sorte que algumas pessoas raciocinam um pouco melhor.


PREFEITURA ANUNCIA VALOR DO SHOW DE ROBERTO CARLOS: R$ 1 MILHÃO E 891 MIL

No contrato está incluso não só o cachê do artista, mas também toda a produção do show

07/04/2008 19:41
A Prefeitura de Fortaleza divulgou, nesta segunda-feira, os valores da festa “Fortaleza: Como é grande o meu amor por você”, com show de Roberto Carlos, no aterro da Praia de Iracema, no próximo domingo (13), em comemoração ao aniversário da cidade. O valor total do show, segundo a Prefeitura, será de R$ 1.891.000,00. O contrato com Roberto Carlos, após negociação, sairá por R$ 1.341.000,00. A estrutura do evento custará R$ 550.000,00. No contrato com o cantor Roberto Carlos está incluso não só o cachê do artista, mas também toda a produção do show contratado, a saber:

* A apresentação do artista com seus músicos, acompanhantes, técnicos e instrumentos necessários à respectiva performance, diárias de alimentação do artista e demais integrantes da apresentação, cenografia e efeitos visuais que compõem o show contratado;
* Transporte aéreo do artista, por avião particular (jato);
* Transporte aéreo dos músicos e técnicos, e respectivo excesso de bagagens, e o transporte local na cidade;
* Transporte rodoviário dos equipamentos, através de dois caminhões carretas;
* Hospedagem do artista, músicos e técnicos;
* Sonorização e iluminação do palco do Aterro da Praia de Iracema (os equipamentos de som e luz, exigidos contratualmente pelo artista como condição de sua apresentação, com a respectiva estrutura de sonorização, projeto de luz e iluminação, projetor central, dois projetores laterais, equipamentos de vídeo transmissão/projeção);
* Segurança do artista;
* Produção executiva do espetáculo, compreendendo todas as providências relacionadas à apresentação de Roberto Carlos com seus músicos, acompanhantes, técnicos e instrumentos necessários à respectiva performance.

Já na estrutura do evento, está compreendido:
* Palco do artista, frente de Palco e cenografia;
* Camarins;
* Torres de Delay;
* House Mix;
* Torres de segurança;
* Torres de salva vidas;
* Estandes para órgãos públicos, como Guarda Municipal, Polícia Militar, Bombeiros e SAMU;
* Lanches para serem distribuídos para funcionários da SER-II, GMF, PMS, AMC, SAMU, que estarão a serviço do evento;
* Tenda para distribuição de alimentos aos servidores dos órgãos públicos que estarão a serviço do evento;
* UTIs Móveis;
* Geradores de energia;
* Banheiros químicos;
* Rádios de inter-comunicação;
* Circuito fechado de TV.

A Prefeitura informa ainda que, através da empresa produtora do show, continua fazendo contato com a iniciativa privada para financiar a festa. Após encerrada a captação de recursos, será divulgado o valor final arrecadado e quanto poderá sair dos cofres públicos para a realização do aniversário de Fortaleza.
(Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura)
Eliomar de Lima
http://www.opovo.com.br/fortaleza/779160.html


E a politicagem corre solta...
Mas há uma curiosidade - e que curiosidade! Seguinte: se a licitação dos serviços para o show só será feita quarta-feira próxima, dia 9 (o edital está aqui: edital_pp_04_2008_funcet.pdf), como é que o palco e equipamentos complementares já estão sendo montados? A empresa que já está instalando a estrutura no Aterro está assumindo o risco, sabendo que pode perder e ter de desmontar tudo quinta-feira?
Ou tem bola de cristal e sabe que vai ganhar?
http://blogs.diariodonordeste.com.br/roberto/categoria/gestao-publica/page/2/


Comentário de moradores da cidade. Que bom que algumas pessoas percebem que existem mil coisas mais urgentes para gastar tanto dinheiro, mas infelizmente a maior parte acha lindo todos os shows que a prefeita faz e gasta horrores de dinheiro. Parece que alguns preferem se divertir em um show grátis do que receber saneamento básico, calçadas, asfalto nas ruas, melhorias nos hospitais, creches, e tantas outras coisas deficientes.

- O dinheiro que será gasto com o show bem que poderia ser aplicado na praia de Iracema, mas em algo que ficasse servindo a população para sempre. Muitos não poderão assistir e passara como um cometa que ficara apenas na lembrança dos que comparecerem. Existe um espigão na praia que poderia ser urbanizado inclusive com dinheiro doado pela iniciativa privada, como foi feito na rotatoria da Aguanhambi. No espigão poderia-se construir um ambiente com piso de pedras rusticas nativas, bancos de praça, postes com iluminação a moda antiga, quiosques de conveniencia, café, area para acesso aos veleiros que fazem passeio turistico, segurança monitorada por cameras, escadas de concreto para os pescadores amadores, e mais o que o arquiteto urbanista imaginasse. Ficaria para toda população e ainda atrairia o turista. Mas é impressionante como a prefeitura em materia de turismo só sabe fazer shows e varrer a calçada.
Claudio Carneiro

- E agora prefeita? Os postos de saúde permanecem lotados e os ônibus superlotados e sem cumprimento de horários. Qual o próximo show? Madona? Não seria mais responsável resolver primeiro os problemas de Fortaleza? Sobre a declaração do "cumpanheiro" F.Paulo Prado Jr., concordo que a dengue é culpa da população. Assim como a arquibancada foi sabotagem, assim como o escandalo da Finatec é futrica da oposição, assim como o planejamento da prefeita de no máximo seis meses é mentira do jornal O POVO, assim como o lixo nas ruas é culpa do cidadão, assim como as mortes por dengue e desmando administrativo é culpa de Roberto Carlos, pois levou o nosso dinheiro. Só espero depois que não digam que o atraso de Fortaleza é culpa do eleitor.
Antônio Sinfrônio

SHOW DE ROBERTO CARLOS EM FORTALEZA JÁ ESTÁ SENDO DIVULGADO
E os jornais cearenses que circulam neste domingo já estampam uma página com chamada para o show que o cantor Roberto Carlos fará dia 13 próximo, data do aniversário de Fortaleza, no aterro da Praia do Ideal. Polêmicas à parte, por conta de um espetáculo orçado em R$ 2,5 milhões, eis o "Rei" interpretando sucesso que dá nome à apresentação na capital cearense: "Como é grande o meu amor por você".

Comentários no blog do Eliomar de Lima:
Parabéns à atual administração!!!!
Resolvidos que estão os problemas menos importantes ( saúde, médicos do IJF, aumento dos servidores públicos, fornecedores em dia, transporte público e trânsito da cidade devidamente planejados, organizados e fncionando bem, professores felizes e bem pagos, entre outras grandes realizações sociais e administrativas), partimos agora para o circo!
ALEGRIA! VIVA!!!
Vivemos uma cidade bela e embalada ao som dos grandes espetáculos!!!
Parabéns , fortalezense!
Que venha a reeleição!!!
Falta de respeito. Enquanto faz show para engordar o bolso dos amigos, morre gente pela dengue.....Tem nada não, eleição vem aí.
http://eliomardelima.blogspot.com/2008/04/show-de-roberto-carlos-em-fortaleza-j.html


Pelo menos um político concorda que o gasto foi muito elevado para uma cidade que apresenta tantas necessidades básicas.

SHOW DE ROBERTO CARLOS OCUPA PARADA DE DEBATES NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Terça-feira, 15 de Abril de 2008
O deputado estadual Francisco Caminha (PHS) ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa, nesta terça-feira, para destacar a realização do show do cantor Roberto Carlos, uma promoção da Prefeitura em homenagem aos 282 anos de Fortaleza. Ele classificou o evento como importante para população, afirmando que também é dever dos gestores proporcionar lazer e cultura para o povo. Os eliogos foram endossados pelo petista Artur Bruno, ressaltando que a organização do show foi impecável. Bruno enfatizou o clima de tranqüilidade do show e observou que "se for considerado o preço per capita da realização, pode-se dizer que o gasto da prefeitura foi de R$ 3,00 por pessoa". Já o deputado tucano Osmar Baquit lamentou tanto gasto numa festa, o que se constituiu numa inversão de prioridades. “Enquanto a população está morrendo com a dengue, a Prefeita está fazendo show”, acentuou Baquit. O deputado Ely Aguiar (PSDC) também criticou o evento.
http://eliomardelima.blogspot.com/2008/04/show-de-roberto-carlos-ocupa-parada-de.html


SHOW DE ROBERTO CARLOS

Críticas ao custo da festa de aniversário
04/04/2008
Mais uma vez as promoções festivas da Prefeitura de Fortaleza mobilizaram as discussões da Assembléia Legislativa. Na sessão de ontem os parlamentares criticaram a disposição da prefeita Luizianne Lins (PT) em contratar o cantor Roberto Carlos a um custo de R$ 2,5 milhões, quando a população de Fortaleza está enfrentando diversos problemas, como as vítimas das chuvas e a situação do IJF, que caberiam à gestão municipal a solução.
O deputado Edson Silva (DEM) avisou que vai encaminhar uma representação ao Ministério Público Estadual (MP) solicitando a intervenção da instituição para impedir o gasto. “Esse gasto é um insulto ao povo de Fortaleza e a todos nós”, protestou o democrata. “O Ministério Público tem que agir e embargar esse show”, defendeu o parlamentar.
O democrata também criticou o suposto envolvimento do publicitário Duda Mendonça na promoção da festa. Segundo ele, a parceria pode ir além da promoção do evento, justificando que Mendonça pode ser contratado para fazer a campanha de Luizianne à reeleição, cujo valor seria de R$ 10 milhões, segundo o parlamentar.
O deputado Artur Bruno (PT) ocupou a tribuna para rebater as investidas dos adversários à prefeita Luizianne Lins. “Qual é o problema de se fazer o show”, questionou. “É preciso estimular a auto estima do povo”, argumentou.
Bruno informou também que solicitou a realização de sessão solene na Assembléia pelo transcurso do aniversário de fundação de Fortaleza.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=526190


BELA HIPOCRISIA…

blogdobicho | 15 Abril, 2008
Não sei até onde vai a hipocrisia de parte da população brasileira. Aplaudem o pão e circo como se não houvesse nada melhor para se fazer.
Sobre o Lula, dizem estar fazendo um ótimo governo, vide o bom momento da economia e o “sucesso” do bolsa-família e de programas como o das cotas para negros nas universidades e o PAC.
Pior ainda se fala sobre a “prefeita” de Fortaleza, Luizianne Lins, que no último dia 13 de abril promoveu uma festa para o Aniversário de Fortaleza com show do Roberto Carlos. É impressionante e inacreditável como as pessoas celebram o fato de a prefeitura ter promovido um show que deve ter custado em torno de 1 milhão de reais aos cofres municipais e simplesmente esquecem o caos que vive Fortaleza, com a dengue deixando milhares de pessoas em corredores de hospitais públicos lotados e sem perspectiva nenhuma de atendimento, sem contar com o lixo que a cidade está e o desgoverno da “prefeita”.
Vale lembrar que, em julho do ano passado, o Diário do Nordeste publicou que somente o cachê de Roberto Carlos girava em torno de R$ 500 mil.
Lendo ao jornal “O Povo” pela internet, na matéria entitulada “Luizianne: ‘oposição desesperada’“, ainda me deparo com comentários sem pé e nem cabeça de pessoas que parecem não viver no mundo real, ao “agradecerem” Luizianne Lins por “proporcionar ao povo humilde de Fortaleza essa festa maravilhosa, única na nossa história. Deixe a elite carcumida, corrompida conservadora e ultrapassada espernear de raiva…”. O cidadão ainda tem coragem de dizer que no próximo ano “traremos Julio Iglésias”.

ACORDA INFELIZ!
Enquanto existirem pessoas que insistem na antiga história de “elite”, a prefeita tá tomando champagne em sua “nobre” residência rindo, porque no fundo, ela sabe que existem inúmeros ignorantes (como esse cidadão) que caem no conto do vigário e acham uma glória, um “presente pro povo de quem ama o povo”, esses shows caros…
Fortaleza não é Nova York e nem Londres pra comemorar aniversário ou fazer festa de réveillon com todas as pompas possíveis. O dinheiro investido com essas besteiras deixou de ser utilizado com o necessário, com o urgente. O pobre é quem paga o pato nos corredores do hospital…
E o cidadão que citou a “elite”, o que é? É a própria elite cuspindo no prato que come todo o santo dia… Pergunte pra qualquer necessitado.
Fortaleza e cidade nenhuma precisa de show gratuito (com certeza mais um hiper-faturado pela prefeitura) do Roberto Carlos. Um prato de comida, um atendimento médico de respeito e dignidade seriam bem mais comemorados. Infelizmente, enquanto alguns ignorantes não acordarem pra vida, a cidade de Fortaleza e o resto do Brasil vão continuar sendo a mesma m… de sempre.
E a Fortaleza Bela??? Essa, é uma BELA HIPOCRISIA.
http://blogdobicho.wordpress.com/2008/04/15/bela-hipocrisia/


PREFEITA DE FORTALEZA QUER FAZER SHOW DE R$ 2,5 MI COM ROBERTO CARLOS EM ANO ELEITORAL

KAMILA FERNANDES
da Agência Folha
08/04/2008 - 08h35
No ano em que irá concorrer à reeleição, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), anunciou o show do cantor Roberto Carlos como a principal atração da festa de comemoração dos 282 anos da cidade, no dia 13.
O valor do show não foi divulgado, mas a estimativa, dada pela própria prefeita, é de até R$ 2,5 milhões.
Mesmo que o valor diminua um pouco, como espera a prefeitura, este já será o maior evento feito para celebrar o aniversário da cidade.
O montante supera os valores gastos nas duas últimas festas de Réveillon da cidade. Só para a montagem da estrutura do palco, camarins e banheiros, a prefeitura estima gastar até R$ 776 mil.
O valor foi divulgado em edital para pregão marcado para amanhã, mas que deverá ser suspenso, pelo pouco tempo que resta até a festa.
A assessoria da prefeitura justifica a falta de licitação pela captação de recursos da iniciativa privada, que irá patrocinar o evento.
Adversários da prefeita reclamam de suposto uso político da festa para beneficiar Luizianne nas urnas. A prefeitura nega, alegando que sempre valorizou a data com a realização de festas.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u389985.shtml


Acho que o que de melhor a prefeita sabe fazer é shows.

OPOSIÇÃO FECHA CERCO A PREFEITA DE FORTALEZA, ARTICULA CPI E FAZ NOVAS DENÚNCIAS

CARMEN POMPEU
da Folha Online
06/03/2007 - 09h01
O cerco se fecha contra a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), que tenta se explicar como gastou R$ 2,2 milhões na festa de Réveillon da cidade, realizado no aterro da praia de Iracema. Depois da celeuma envolvendo o cachê da cantora Elba Ramalho, principal atração do evento, a petista é acusada agora de desvirtuar a finalidade do contrato de R$ 1,25 milhão envolvendo a prefeitura e o Banco do Brasil, um dos patrocinadores do show.
Segundo vereadores da oposição, os recursos deveriam ser destinados à modernização administrativa da prefeitura e não para a promoção de festas.
A vereadora Nelba Fortaleza (PTB), líder do bloco de oposição à prefeita, aposta na coleta de um número suficiente de assinaturas nesta terça-feira (6) pedindo a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Caso se concretize, será a primeira CPI da gestão de Luizianne, eleita em 2004 contra a vontade da cúpula nacional do PT, que preferiu apoiar o então candidato comunista Inácio Arruda.
Na sexta-feira (2), Luizianne enviou os contratos do Réveillon para Câmara dos Vereadores e TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) e esperava abafar a CPI. Mas, o gesto acabou dando ainda mais munição a seus opositores, que detectaram possíveis irregularidades no patrocínio envolvendo o BB.
O escândalo do Réveillon foi parar na Câmara depois de Luizianne ter declarado no DO, na edição de 29 de dezembro de 2006, que pagou R$ 490 mil para o show da cantora Elba Ramalho, e que a cantora Tânia Mara teria ganho R$ 150 mil. A assessoria das duas cantoras informou que Elba recebeu R$ 100 mil, e Tânia Mara, como tinha interesse em divulgar seu novo CD, cantou de graça.
Luizianne republicou, então, os extratos da contratação da festa no DO, retificando que os R$ 490 mil foram gastos com o show de Elba como todo (despesas com transporte de equipamento e deslocamento e hospedagem de técnicos) e não somente para pagamento de cachê da cantora paraibana.
O vereador Carlos Mesquita (PMDB) acusa ainda a prefeitura de contratar outras bandas, como Muleka Nacional, Forró União, Forró de Dois, Roger e Rogério para apresentações no Réveillon promovido nos bairros periféricos de Fortaleza. E que os contratos com dispensa de licitação não constam no DO. "Onde estão esses contratos?", cobra Mesquita.
Outra suposta irregularidade é com relação aos documentos republicados no DO sobre os shows dos cantores Waldonys, Chico Pessoa, Paulo Façanha e David Duarte, "No DO está como se eles tivessem se apresentado na Praia de Iracema, o que não ocorreu. A Prefeitura poderia ter solucionado isso quando republicou os editais, mas não o fez", diz.

Outro lado
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Fortaleza rebate a denúncia de desvio de finalidade do contrato com o BB, alegando que, no documento assinado com o banco, também estava previsto investimento em eventos culturais.
Informa ainda que o dinheiro foi repassado pelo BB diretamente para a empresa responsável pela organização do Réveillon, a Estrutural Banheiros Químicos e Toldos Ltda. Ou seja, a prefeitura não teria participação nesse repasse. A empresa já foi convocada a prestar esclarecimento sobre o caso, segundo a prefeitura.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u89990.shtml

Mais gastos absurdos!!!

O pior de toda essa história dos patinetes é que não está servindo para nada, pois os policiais passam o tempo todo sentados em algum ponto da Beira-Mar, conversando, tomando sorvete... sem nem olhar o que anda acontecendo. Eles encostam os patinetes em árvores e vão sentar em algum local. Geralmente tem vários policiais reunidos em um ponto, batendo papo, e no restante da avenida não tem ninguém. Não adianta nada colocar uns 8 ou 10 policiais para cuidar da segurança das pessoas se eles ficam concentrados em um único local em vez de ficarem andando de um ponto ao outro.
Aliás... não é proibido andar de bicicleta na Beira-Mar?!?! E de patinete pode? Somente porque são policiais??? É muito mais perigoso causar um acidente do que uma bicicleta, que é muito mais leve, anda mais devagar... Sinceramente, essa cidade é uma piada!!! Adoram gastar o dinheiro que não tem. Até parece que nem tem pobreza em Fortaleza.


Sábado, 28 de Junho de 2008

POLICIAMENTO DE PATINETE EM FORTALEZA

POLÍTICA

Depois da compra de carros de luxo para polícia,da viagem da sogra, agora, o Governo do Estado se envolve em mais um assunto polêmico e questionável na área de segurança pública:"A polícia do Ceará vai patrulhar a orla de Fortaleza sobre modernos e sofisticados patinetes, ao preço de R$ 28 mil.O que mais parece um brinquedo será o novo meio de patrulhamento da Polícia Militar do Ceará.Hoje, em Fortaleza, patinetes são usados apenas em galerias de lojas para evitar o desgaste físico dos seguranças particulares. Mas, o projeto do governo do Ceará é usar o equipamento os patinetes, que chegam no máximo a 20 quilômetros por hora, para patrulhar a Avenida Beira-Mar: um dos principais pontos turísticos da cidade.A idéia já foi adotada em Curitiba, que há dois anos testa um patinete motorizado para guarda municipal patrulhar parques e ruas do centro da cidade. Em Fortaleza, o uso dos patinetes pela polícia divide opiniões."Vinte por hora já é suficiente para pegar algum delinqüente”, dis um morador.“Na calçada tudo bem, mas na areia não tem agilidade nenhuma”, fala outro.Os patinetes são a segunda aquisição do governo cearense na área de segurança em pouco mais de seis meses. Desde dezembro, a Polícia Militar conta com 122 carros de luxo comprados por R$ 150 mil cada.O preço do patinete é R$ 28,5 mil. O mesmo que um carro. Serão comprados dez.Um pesquisador da área de segurança acha que o investimento deveria ser voltado para programas de prevenção à criminalidade.“São medidas paliativas e que são desarticuladas com outras medidas de maior impacto, que veio a revelar de fato, uma política pública de segurança eficiente e que atenda às necessidades”, diz Giovani Jaco de Fretas, professor do Núcleo de Estudos sobre a Violência da Universidade Estadual do Ceará.Procurada pelo Jornal da Globo a secretaria de Segurança Pública do Ceará preferiu não se manifestar sobre a pertinência da compra dos patinetes."


Fonte:Texto reproduzido do Jornal da Globo

Nota do Blog:A comprado patinetes foi repercutido, na edição de hoje,do jornal Folha de São Paulo. O título da matéria é:Ceará: "Polícia terá patinete motorizado de R$ 28,5 mil".

http://cearaenoticia.blogspot.com/2008/06/policiamento-de-patinete-em-fortaleza.html

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Realmente segurança é muito importante, principalmente em uma cidade tão grande como Fortaleza (e que já tem fama de ser violenta, apesar de eu nunca ter tido problema com isso aqui), mas gastar tanto assim, ainda mais sendo totalmente desnecessário carros desse tipo?!?! Eu concordo plenamente com as opiniões apresentadas nessa parte, quando falam sobre a pobreza no nordeste, a fome, os problemas na saúde... Essa Ronda do Quarteirão foi, no mínimo, uma tremenda cara de pau!!! Só confirma a fama de que o povo daqui adora aparecer, querer mostrar as coisas que tem, mesmo que na verdade estejam devendo para todo mundo. Estão achando lindo mostrar carros tão "chiques" principalmente para os turistas. Que absurdo.

Mais 50 Hilux e 50 motos para o Ronda do Quarteirão

Egídio Serpa • Publicado às: 6:44 • 14/04/2008
Na próxima semana, o programa Ronda do Quarteirão receberá reforço: chegarão mais 50 novas caminhonetes Hilux e igual número de novas motocicletas Honda de 400 cilindradas. Toda essa frota se destinará ao Ronda do Quarteirão de Fortaleza. Dentro de 60 dias, chegarão outras 85 Hilux e 85 motos para o Ronda do Quarteirão dos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza - Caucaia, Maranguape, Maracanaú, Itaitinga, Pacajus, Pacatuba, Guaiúba, Horizonte, Chorozinho, Aquiraz e Eusébio. A informação foi transmitida este blog pelo secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Arialdo Pinho. Ele também disse que, ainda neste semestre, será licitada a compra de mais 250 Hilux e 250 motos Honda, que irão para o policiamento do interior do Estado
http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/policia/mais-50-hilux-e-50-motos-para-o-ronda-do-quarteirao/


Bem, parece que pelo menos uma pessoa pensa nessa cidade. Mas infelizmente não adiantou nada porque compraram os carros e motos.

Moroni critica Ronda do Quarteirão

Erivaldo Carvalho
da Redação
Mais homens e menos luxo. Em resumo, foram essas as críticas que o ex-secretário da Segurança Pública e possível candidato à Prefeitura de Fortaleza, Moroni Torgan (DEM), fez ao Ronda do Quarteirão

16/06/2007 02:19
Moroni Torgan defende veículos mais simples para o programa
O ex-deputado federal Moroni Torgan (DEM) fez ontem duras críticas ao Ronda do Quarteirão, no programa "Debates do Povo", da rádio O POVO/CBN (1010). Ex-secretário da Segurança Pública do Estado, o provável candidato à Prefeitura de Fortaleza disse que não haverá efetivo policial suficiente para atender à demanda do projeto de Segurança Pública do governo Cid Gomes, e que os objetivos da iniciativa ficarão comprometidos sem a integração dos policiais com a Guarda Municipal da Capital.
"Para se fazer uma ronda comunitária para abranger Fortaleza inteira, precisa-se de mais 5 mil homens", calculou Moroni, que comandou, no segundo governo Tasso Jereissati (1995-1998), o Sistema Integrado de Defesa Social (Sindes). "Por maior que seja a boa vontade do governador, não adianta botar carro bonito se não tiver efetivo", completou Moroni.
"Carro bonito", aliás, não aprovado pelo ex-delegado da Polícia Federal. De acordo com Moroni, não há necessidade de o governo do Estado comprar os 200 veículos com tração 4x4 permanente e câmbio automático para serem utilizados no programa. Pelos diferenciais técnicos do edital de licitação, apenas o modelo da Toyota Hilux SW4 atende às exigências. "Eu não adotaria (a Hilux). Uma Parati faria o mesmo trabalho sem o mesmo custo", disse ele.
A Parati, um modelo da Volkswagen atualmente utilizados em larga escala pelas polícias Civil e Militar no Ceará, custa em média 25% do valor de uma Hilux, que está na faixa de R$ 150 mil. "A Hilux até poderia ser usada em algumas regiões que precisasse, como praias ou dunas. Mas na cidade não precisaria disso", ponderou.
Pelo modelo de Ronda do Quarteirão imaginado por Moroni, as polícias estaduais trabalhariam com a Guarda Municipal. Segundo ele, isso minimizaria o problema do efetivo e agregaria o efeito comunitário ao programa. "Ele (Cid) não vai conseguir botar 5 mil homens em Fortaleza", diz o ex-deputado. Nas eleições de 2004, o então candidato à Prefeitura de Fortaleza apresentou uma proposta desse tipo, que incluía a participação da Guarda Municipal, que passaria por uma formação específica em academia de polícia.
Responsável pelo Ronda do Quarteirão no governo Cid, o coronel Joel da Costa Brasil disse ao O POVO que está nos planos do governo a expansão em quatro mil homens do atual contingente da Polícia. Atualmente, está em andamento a contratação de mil deles, de um concurso iniciado no governo Lúcio Alcântara. Até o final do ano, segundo Brasil, uma segunda seleção pública deverá contratar mais mil.
Sobre o perfil do veículo a ser utilizado, coronel Brasil evitou polemizar com Moroni. Disse apenas que a atividade policial no Ceará é "extremamente estressante", e que o Brasil é um País inseguro. "Nós queremos reduzir o estresse do policial. Ele não pode ficar preso a detalhe. Não queremos carro de luxo, com teto solar nem banco de couro".
http://www.opovo.com.br/opovo/politica/704353.html

Novas Hilux SW4 DA polícia do Ceará

Aqui está mais um motivo para dizermos que o povo brasileiro tem " cara de palhaço"... nossa tolerância chega à ser absurda.
Considerando que o Estado do Ceará é muito rico, a aquisição de 428 Hilux SW4, automáticas, a óleo Diesel, com rodas de liga-leve e bancos de couro para uso da polícia, com preço de mercado na faixa de R$ 150.000,00 cada um, é tido como normal.
Pra facilitar o entendimento, isso dá um total de R$ 64.200.000,00 (Sessenta e quatro milhões e duzentos mil reais). Ainda bem que no nordeste do Brasil ninguém passa fome !!!
E este governo de bandidos diz que não tem verbas para a saúde e precisam da CPMF.
http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2017&scbegin=51

1 de mai. de 2008

Qualidade do ensino no Ceará

FORTALEZA É A 16ª CAPITAL NO RANKING DO ENEM

Os alunos de Fortaleza melhoraram seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2007. A capital cearense ainda permanece atrás de cidades como Natal (RN) e Recife (PE)

04/04/2008 00:49
Fortaleza melhorou suas notas na edição 2007 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): a média geral passou de 42,394, em 2006, para 50,93, no ano passado. O resultado fez com que ela passasse do 18º lugar, em 2006, para o 16º no ranking das capitais brasileiras, superando cidades como Teresina e João Pessoa. A distância para Vitória (ES), a primeira colocada, ainda é de quase 10 pontos.
As outras capitais nordestinas obtiveram as seguintes médias: Salvador (54,421), Aracaju (54,07), São Luís (52,512), Recife (51,668), Natal (51,484), Teresina (50,913), João Pessoa (50,257) e Maceió (49,456). Na comparação com alguns municípios cearenses, Fortaleza possui uma média maior que Caucaia (48,445), Sobral (48,132) e Maracanaú (47,487), mas inferior à de Juazeiro do Norte (53,254).
Embora afirme que o Enem seja focado no aluno, o orientador da Célula de Avaliação do Desempenho Acadêmico da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Aléssio Costa Lima, afirma que houve uma leve melhora no desempenho do Estado, em relação à Região Nordeste. O problema, ressalta o especialista, é que as notas continuam estagnadas. "Não estamos caindo, mas estabilizamos em um patamar baixo de desempenho. O nosso desafio é melhorar a qualidade de ensino. Temos um longo caminho a percorrer".
http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/778331.html

Dados comparativos:

Nos municípios do RS, Estado que mais se destacou no exame, distância é menor entre as notas das escolas particulares e públicas. Das dez melhores cidades no Enem, seis são gaúchas. Estado trouxe de volta para a rede pública alunos de classe média, diz dirigente.
Antônio Gois esceve para a “Folha de SP”:
Os municípios cujos alunos conseguiram o melhor desempenho no Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) são também aqueles que apresentam menor distância entre a rede pública e a particular. Essa realidade é encontrada principalmente no Rio Grande do Sul, Estado que mais se destacou no ranking elaborado pela Folha comparando todas as 124 cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes.
Das dez melhores cidades no Enem, seis são gaúchas: São Leopoldo (a melhor), Caxias do Sul, Santa Maria, Porto Alegre, Novo Hamburgo e Canoas. Em comum entre elas está o fato de a média dos estudantes da rede privada não ser tão distante da encontrada na rede pública.
http://www.ftec.com.br/wordpress/?p=745

Divulgado pelo Ministério da Educação, no dia 4 de abril de 2008, o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que aponta Porto Alegre como a 2ª melhor capital na média geral.
http://www.lasalle.edu.br/saojoao/index.php?sistema=sas&acao=verNoticia&notCodigo=193

Entre os alunos de escolas públicas, os do Rio Grande do Sul obtiveram maior nota média no exame, de 55,89 pontos, seguidos pelos estudantes do Distrito Federal, com 52,22, e de Minas Gerais, com 52,21 pontos.
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger150796,0.htm


MEC REPROVA A EDUCAÇÃO NO CEARÁ

Ricardo Moura da Redação
Nenhuma cidade do Ceará possui nota acima de cinco no indicador do MEC que avalia a qualidade de ensino. A questão faz parte da pauta da Conferência Estadual da Educação, que tem início hoje e que irá elaborar um plano decenal para o Estado.

07/11/2007 00:26
Evasão escolar, altos índices de analfabetismo e baixa escolaridade dos pais são vistos como problemas pelos gestores municipais.
Hoje tem início a Conferência Estadual da Educação no Ceará. Após uma série de reuniões preparatórias, o evento definirá os rumos da educação do Estado nos próximos dez anos. Como resultado da conferência, será elaborado um plano decenal, cuja aprovação depende da Assembléia Legislativa. O desafio é grande. Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que avalia a qualidade de ensino no País, revelam que nenhum dos municípios cearenses atingiu a nota 5 nos anos iniciais do ensino fundamental, em uma escala de 0 a 10. O Ceará obteve 3,2 como média, a mesma nota de Fortaleza.
O bloco das cidades com o pior resultado é formado por Monsenhor Tabosa (1,7), Salitre(1,8), Ipu (2,2), Lavras da Mangabeira (2,2), Tamboril (2,2), Ipaumirim (2,3), Mauriti (2,3) e Umari (2,3). Entre os problemas enfrentados pelos gestores educacionais destes municípios, destacam-se os altos índices de analfabetismo, a baixa escolaridade dos pais e a falta de infra-estrutura adequada.
Esse foi o quadro com que Fátima Chagas, diretora de educação do município de Tamboril, distante 329 quilômetros da Capital, deparou-se ao assumir o cargo, em 2005. Segundo ela, cerca de 42% dos alunos matriculados na 8ª série eram analfabetos. Mesmo assim, a aprovação era automática, sem qualquer controle. Em algumas escolas, afirma, os alunos chegavam a ter 120% de presença, ou seja, tinham mais presenças que o número de aulas no ano.
"Quando assumimos, não havia reprovação nem abandono no município. Os alunos passavam de modo automático. A repetência e a evasão aumentaram porque passamos a ter um controle maior sobre os dados. O número de matrículas, que era de 11 mil em 2006, caiu para 8,5 mil, em 2007. Os alunos eram transferidos, mas as escolas não davam baixa", explica a diretora.
Para tentar mudar a situação, Fátima revela que foram criados dois programas de alfabetização, um para os alunos que chegam ao ensino fundamental e outro para os alunos que estão prestes a concluir. O resultado, afirma, será conhecido depois na próxima edição da Prova Brasil.
O secretário de educação do município, Gilson Luiz, afirma que, além do grande número de alunos analfabetos, Tamboril enfrenta outros desafios, como a baixa instrução dos pais e a má formação dos professores. "O município é pobre, os pais têm baixa instrução. Isso pode ter contribuído, mas falta ainda um diagnóstico sobre os alunos. Ainda funcionam escolas em situação precária. Ainda há professores dando aulas para várias séries em um local só", informa.
http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/742920.html


A EDUCAÇÃO NO CEARÁ

07/11/2007 00:26
Por dia, mais de 1,1 mil alunos do ensino médio e fundamental abandonam os estudos em todo o Estado.
Em quatro anos (2001-2005), as taxas de aprovação caíram de 82,1% (fundamental) e 80,9% (médio) para 79% e 72,5%, respectivamente.
Entre 2001 e 2006, 692 escolas da rede privada de ensino fecharam suas portas.
Na rede pública de ensino, a queda no número de matrículas foi de 2,2%, entre os anos de 2005 e 2006. A maior diminuição foi registrada na educação infantil (-7,2%).
1,6 milhão de cearenses não sabe ler nem escrever.
4,8 mil alunos estão matriculados em escolas indígenas.
Fontes: Censo Escolar, Pnad 2006 e Anuário Estatístico do Ceará.
http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/742923.html


“NÍVEL EDUCACIONAL NO ESTADO DO CEARÁ AINDA É MUITO RUIM”

Ensino público (21/11/2007)
Izolda Cela, secretária de Educação do Estado, admite haver muitos desafios a vencer na escola pública.
Cleuza Repulho, presidente nacional da Undime, diz ser preciso identificar as melhores estratégia educacionais.
Os indicadores educacionais do Ceará mostram um longo caminho ainda a percorrer no ensino público.
Fortaleza. Apesar da educação ser definida como a base para o convívio social, ainda há muito a ser feito para que todos os cidadãos tenham acesso ao ensino de qualidade no País. Mesmo com os exemplos referenciais de projetos educacionais espalhados pelos Interior do Ceará, a secretária de Educação do Estado, Izolda Cela, informa que a situação do ensino ainda é preocupante.
Com o ensino público considerado crítico, fica difícil os jovens e adultos terem acesso à qualificação profissional. Somente no ano passado, mais de 60% dos jovens entre 15 e 17 anos ficou fora do Ensino Médio no Estado. A quantidade de alunos matriculados nas escolas estaduais não condizia com a faixa etária exigida. Dos 430 mil estudantes matriculados, apenas 206.332 tinham entre 15 e 17 anos.
Estimativas apontam que mais da metade dos matriculados no Ensino Médio estão além da faixa etária ideal para freqüentar a escola. Além da problemática dos alunos com idades elevadas e da evasão escolar, os dados apontam que a região Nordeste ainda lidera o ranking do analfabetismo, e o Ceará é o quinto Estado em índice mais elevado da região, com indicativo de 26,54%, depois de Alagoas, Maranhão, Piauí e Paraíba.
De acordo com a secretária de Educação do Estado, Izolda Cela, o nível de educação no Ceará é ruim e ainda não existem municípios que sejam considerados exemplos nesta área. “O nível da educação é muito ruim. Mas temos que pensar nos resultados fundamentais, que incluem o aprendizado dos alunos”, diz. Apesar de encontrar um cenário bastante difícil de ser revertido em tempo recorde, Izolda acredita que será possível melhorar a educação do Estado, mas é preciso que haja, também, a cooperação da sociedade, professores e, principalmente, a motivação dos pais e dos alunos. Neste aspecto, os projetos que ampliam as atividades educacionais, a exemplo do que é realizado em Pacoti, Ocara, Aracati, Lavras da Mangabeira e Monsenhor Tabosa servem de referência.
Segundo a secretária, quando a educação não recebe atenção necessária, incluindo investimentos financeiros, capacitação de professores e estrutura das escolas, há uma conseqüência bastante visível: a ineficácia do ensino. O resultado já é esperado: jovens concluem o Ensino Médio sem os conhecimentos exigidos de leitura e escrita. Ou seja, saem da escola semi-analfabetos. “A sociedade tem que entender que todo esse nível insuficiente de aprendizagem que existe tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio tem, como origem, um processo de alfabetização fracassado”, salienta a secretária.
“Com isso, as crianças não se alfabetizam na idade certa, mas, mesmo assim, elas conseguem ser aprovadas de um ano para outro. Mas não sei como esses alunos são aprovados. E você encontra estudantes analfabetos ou semi-alfabetizados em todo o Ensino Básico, inclusive no Ensino Médio. Os professores estão dizendo, o tempo inteiro, que não sabem se ministram a disciplina ou alfabetizam os alunos”, completa.
Esta situação reforça a falta da qualidade do ensino. Com isso, os jovens da escola pública ficam em desvantagens para concorrer nos processos seletivos para ingressar na faculdade ou escolas técnicas federais no Estado. “Há uma sinalização de que os jovens têm muitas dificuldades em ingressar numa profissão”, diz a secretária.

Municípios
No Ceará, os cinco municípios que apresentam os índices mais elevados de analfabetismo atingem quase a metade da população. Como é o caso de Granja, distante 335km da Capital cearense, que possui taxa de 51,2% de analfabetos. Já as outras cidades, pontuam quase a metade dos moradores que não sabem ler nem escrever. Como é o caso de Salitre (49,9%), Saboeiro (47,3%), Assaré (47%) e Itatira (44,4%). Não será fácil reverter esses índices, uma vez que, desde a década de 1970, discute-se a erradicação do analfabetismo no País. Mesmo assim, nenhum programa governamental foi capaz de atingir este objetivo.
“Também não é só alfabetizar na idade certa, mas isso já dá uma certa garantia à população. Já o programa do governo federal, Brasil Alfabetizado, tem a proposta de consertar um problema estrutural, de alfabetizar jovens e adultos que, apesar da idade e de ter muitos anos de escolaridade, ainda não sabem ler e escrever”, diz. Mesmo assim, Izolda argumenta que os programas para erradicação do analfabetismo não devem ser iguais, caso contrário não atingirão os objetivos.
“Infelizmente é isso, o povo está na escola, mas não está se alfabetizando. Aqui no Ceará, foi feita uma avaliação do Comitê Pela Eliminação do Analfabetismo Escolar, promovido pela Assembléia Legislativa em parceria com universidades, entre alunos da 2ª série. O resultado mostrou que 60% desses alunos não conseguia ler nem escrever”.
E completa: “Esses programas que pretendem corrigir o problema realmente têm amargado uma situação dificílima. Tanto o Brasil quanto o Ceará investiram muito dinheiro. Só no Ceará, foram mais de U 22 milhões para os programas de alfabetização de jovens e adultos, em parceria com o Banco Mundial. Mesmo assim, os resultados não são bons”.

Resultados
Os resultados, de uma maneira geral, são muito ruins, como salientou a secretária. O município de Aiuaba teve a maior nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) com 4,4, enquanto que a média do Brasil é 3,8, numa escala de 0 a 10. E Sobral com 4, como resultado da aprendizagem e do fluxo de alunos. “Você encontra um determinado esforço voltado para a aprendizagem dos alunos. Experiências boas e esforços existem. Apesar de termos resultados ruins, o momento é promissor com alguns municípios”, diz.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=489081

Falta de educação gera caos no trânsito

Essa reportagem demonstra bem a falta de educação do motorista de Fortaleza.

O POVO(27/08/2007) - Mariana Toniatti
da Redação

É fácil flagar infrações de trânsito em Fortaleza. Cruzamento fechado, gente pisando no acelerador e passando no sinal vermelho, causando risco de acidentes. O POVO inicia hoje uma série sobre trânsito.
Quarta-feira, quase 19h30min. Um caminhão atravessado na avenida Desembargador Moreira interrompe a pista que segue em direção ao sertão. O trânsito, que até então fluía sem problemas, pára. O motorista quer dar a ré na rua Visconde de Mauá, mas uma fila de carros já se formou atrás dele. Um Gol estacionado em local proibido, encostado na esquina, diminui o espaço da manobra. Mariano Silva, 55, motorista profissional há 20 anos, não consegue completar a curva. Ele não fez nada de errado, mas tem que agüentar as buzinas e os xingamentos. "Sai daí, seu burro!", gritam do ônibus.
Em alguma sala de aula da Faculdade Integrada de Fortaleza (FIC), o verdadeiro infrator nem desconfia da confusão que armou. O flanelinha confirma, o carro é de um estudante, mas ele, o vigia, "não tem nada a ver com aquilo". Os ajudantes de Mariano o culpam por permitir que parem o carro ali. A história dura menos de dez minutos, suficientes para congestionar três quarteirões. Finalmente, Mariano se livra do constrangimento e segue. O trânsito de Fortaleza sofre com a má educação dos motoristas. As infrações pioram os congestionamentos nos horários de pico e colocam à prova até quem tem a paciência de Jó.
Um cruzamento fechado pode invalidar o tempo de um semáforo verde. Um carro parado na pista na hora do rush, especialmente numa avenida como a Santos Dumont, que tem apenas duas faixas, interrompe o fluxo dos veículos para além daquele quarteirão. "Não tem como mensurar, mas o comportamento egoísta compromete muito a fluidez e a segurança do trânsito", diz Carlos Henrique Pires, engenheiro de tráfego da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC). Uma conversão proibida, além de bloquear o trânsito, por mais "rapidinha" que seja, pode provocar uma colisão do veículo que vem atrás e é pego de surpresa pela freada brusca. "O sujeito que causa o acidente não tem nem noção do prejuízo e do congestionamento que causou", diz Carlos.

Gentileza X Egoísmo
Falta gentileza e sobra egoísmo. Vladimir Almeida, 34, estaciona em plena Domingos Olímpio, com trânsito intenso, às 8 horas, para descarregar a entrega do frigorífico. Em frente ao estabelecimento, sete vagas estão desocupadas. "É que se paro ali, não consigo sair. Ninguém vai me deixar entrar na avenida", justifica. O raciocínio da senhora que fecha o cruzamento na rua Jaime Benévolo com Joaquim Magalhães é o mesmo. "Estou em cima da hora. Se deixo espaço, os carros não respeitam minha preferencial e na minha vez de seguir fico presa".
Para não ser sabotado, o motorista sabota antes. E todo mundo tem uma desculpa pronta. "Essa lógica individualista não é só do infrator, é a lógica que estamos vivendo hoje. Temos que ser primeiro lugar em tudo. A sociedade reforça a idéia de que, se você está se livrando, tudo bem", diz a psicóloga Gislene Macedo, que estudou o comportamento do motorista em sua tese de doutorado. Dentro do carro, disputando espaço com outros veículos e correndo contra o tempo, o individualismo se escancara, muitas vezes com agressividade.
Um cidadão "do bem", solícito e calmo, pode se descontrolar dirigindo. "Estudos apontam que a mecânica do carro vira uma extensão das nossas forças físicas. Você transpõe barreiras que a pé não conseguiria e isso dá uma sensação de poder. Mistura estresse com poder, já viu", diz Gislene. É certo que há vias supersaturadas, especialmente nos horários de pico, mas o trânsito nem se compara ao de grandes cidades como São Paulo. Por isso, a psicóloga estranha o nível de estresse e a percepção de caos que os usuários do trânsito sentem em Fortaleza.
A maioria dos deslocamentos não são feitos em carros particulares na cidade que tem baixo índice de motorização. A cada 100 pessoas 12,91 têm carro. "Não temos características para estar como estamos com tantos acidentes, multas e estresse, mas hábitos do trânsito daqui, coisas que não se vê em São Paulo, como as conversões proibidas, agravam muito o cenário. Tem alguma coisa difícil de quebrar no comportamento dos motoristas de Fortaleza", afirma Gislene.

http://www.amc.fortaleza.ce.gov.br/modules/news/article.php?storyid=3071

28 de abr. de 2008

Buracos nas ruas

Não é novidade alguma falar sobre os buracos nas ruas de Fortaleza, mas como as vezes tem algumas pessoas que acham que eu estou inventando ou exagerando, vou postar a reportagem. Quem sabe o dia que resolverem fazer um asfalto forte, pare de criar buracos com tanta frequência. Com certeza vai custar mais barato do que ter que recapear todos os anos as mesmas ruas. No RS o asfalto dura pelo menos uns 10 anos, por que aqui tem que asfaltar novamente todos os anos após a chuva???!!! A rua onde eu morava foi asfaltada quando eu tinha uns 8 anos (isso já faz 22 anos) e até hoje ele continua razoavelmente bom. Um pouco áspero, mas sem buracos (e nem preciso dizer que lá chove muito mais e muito mais forte do que aqui né!?!). O asfalto por aqui parece feito de papel, desmancha com a chuva.

Bem, essa reportagem saiu no jornal Diário do Nordeste de 28 de abril de 2008.

Cratera modifica rota dos ônibus

Na Capital, existem buracos abertos há mais de um ano. A Prefeitura promete providências, sem datas definidas

Os buracos nas ruas e avenidas são um problema comum e de longa data, tanto nas periferias como no Centro de Fortaleza. Além de atrapalhar o trânsito, essa falha estrutural, em tempos de chuva, pode até virar foco de proliferação do mosquito da dengue. A Prefeitura Municipal alega que a época chuvosa atrasa o calendário das obras de recuperação da manta asfáltica da cidade.

No Centro de Fortaleza, uma cratera, que toma uma faixa toda da Rua Antônio Pompeu, vêm sendo alvo constante de reclamações por parte da população. Localizada quase na frente do Instituto Doutor José Frota, entre as ruas Senador Pompeu e General Sampaio, a cratera existe há mais de quatro semanas e é inevitável cair nela para poder passar com os veículos. Até as motocicletas têm dificuldades.

“Não sei como não acontece um acidente aqui. Os carros têm que parar e passar um de cada vez e, no horário de pico, os ônibus desviam. Eu acho um desrespeito a Prefeitura não ajeitar um buraco deste tamanho numa rua tão importante. O pior é que não é apenas aqui. Nós que trabalhamos no trânsito, sofremos muito porque a cidade está toda esburacada. Essa é a Fortaleza Bela?”, reclamou o motorista Osvaldo Vieira Camelo.

A Rua Antônio Pompeu é um dos principais acessos da Aldeota ao Centro da cidade. Nela, além dos carros e motos, trafegam duas linhas de ônibus: Conjunto Ceará Aldeota e Antônio Bezerra Náutico.

De acordo com a assessoria de imprensa da SER II, responsável pelo Centro, a obra para tapar o buraco e recuperar o asfalto do local já está incluída na programação das ações da empresa que venceu a licitação para refazer a manta asfáltica da Regional. Porém, ainda não há prazo para o início da obra.

Na Rua Alberto de Oliveira, no Bairro Álvaro Weyne, na área da Secretaria Executiva Regional (SER) I, outra cratera vem atrapalhando o tráfego de veículos e incomodando os moradores do bairro. A população reclama do descaso do poder público, pois o buraco está aberto há quase um ano.

A dimensão da cratera pode ser descrita com as exclamações dos moradores da rua: “Cabe até um caminhão dentro desse buraco”. O buraco começou como uma rachadura no asfalto, mas, com o passar do tempo e das chuvas, aumentou bastante. A dona de casa Maria Lúcia Barbosa, de 53 anos, conta que, quando chove, a rua fica alagada e o nível da água sobe cerca de um metro.

“Faz mais de um ano que está isso aí e a Prefeitura ainda não ajeitou”, afirma a moradora. No local, há bastante lixo e água acumulada. A população teme, inclusive, que com o acúmulo da água das chuvas, o buraco se torne um foco do mosquito da dengue.

Para transitar pela rua Alberto de Oliveira, os veículos precisam desviar da cratera, passando próximo à calçada. De acordo com o chefe de infra-estrutura da SER I, Paulo Santos, ainda não há uma data prevista para início das obras no local. Paulo Santos afirma que “nada pode ser feito nesse período de chuvas pois a terra está molhada e pode haver desabamento”. Além disso, o chefe de infra-estrutura alerta que a população também precisa colaborar com o trabalho da administração pública, não jogando lixo nas ruas e não fechando as bocas de lobo.

* Até parece piada falar para o povo daqui não jogar lixo na rua. Infelizmente eles passam o dia inteiro fazendo isso.