2 de mai. de 2008

Mais gastos absurdos!!!

O pior de toda essa história dos patinetes é que não está servindo para nada, pois os policiais passam o tempo todo sentados em algum ponto da Beira-Mar, conversando, tomando sorvete... sem nem olhar o que anda acontecendo. Eles encostam os patinetes em árvores e vão sentar em algum local. Geralmente tem vários policiais reunidos em um ponto, batendo papo, e no restante da avenida não tem ninguém. Não adianta nada colocar uns 8 ou 10 policiais para cuidar da segurança das pessoas se eles ficam concentrados em um único local em vez de ficarem andando de um ponto ao outro.
Aliás... não é proibido andar de bicicleta na Beira-Mar?!?! E de patinete pode? Somente porque são policiais??? É muito mais perigoso causar um acidente do que uma bicicleta, que é muito mais leve, anda mais devagar... Sinceramente, essa cidade é uma piada!!! Adoram gastar o dinheiro que não tem. Até parece que nem tem pobreza em Fortaleza.


Sábado, 28 de Junho de 2008

POLICIAMENTO DE PATINETE EM FORTALEZA

POLÍTICA

Depois da compra de carros de luxo para polícia,da viagem da sogra, agora, o Governo do Estado se envolve em mais um assunto polêmico e questionável na área de segurança pública:"A polícia do Ceará vai patrulhar a orla de Fortaleza sobre modernos e sofisticados patinetes, ao preço de R$ 28 mil.O que mais parece um brinquedo será o novo meio de patrulhamento da Polícia Militar do Ceará.Hoje, em Fortaleza, patinetes são usados apenas em galerias de lojas para evitar o desgaste físico dos seguranças particulares. Mas, o projeto do governo do Ceará é usar o equipamento os patinetes, que chegam no máximo a 20 quilômetros por hora, para patrulhar a Avenida Beira-Mar: um dos principais pontos turísticos da cidade.A idéia já foi adotada em Curitiba, que há dois anos testa um patinete motorizado para guarda municipal patrulhar parques e ruas do centro da cidade. Em Fortaleza, o uso dos patinetes pela polícia divide opiniões."Vinte por hora já é suficiente para pegar algum delinqüente”, dis um morador.“Na calçada tudo bem, mas na areia não tem agilidade nenhuma”, fala outro.Os patinetes são a segunda aquisição do governo cearense na área de segurança em pouco mais de seis meses. Desde dezembro, a Polícia Militar conta com 122 carros de luxo comprados por R$ 150 mil cada.O preço do patinete é R$ 28,5 mil. O mesmo que um carro. Serão comprados dez.Um pesquisador da área de segurança acha que o investimento deveria ser voltado para programas de prevenção à criminalidade.“São medidas paliativas e que são desarticuladas com outras medidas de maior impacto, que veio a revelar de fato, uma política pública de segurança eficiente e que atenda às necessidades”, diz Giovani Jaco de Fretas, professor do Núcleo de Estudos sobre a Violência da Universidade Estadual do Ceará.Procurada pelo Jornal da Globo a secretaria de Segurança Pública do Ceará preferiu não se manifestar sobre a pertinência da compra dos patinetes."


Fonte:Texto reproduzido do Jornal da Globo

Nota do Blog:A comprado patinetes foi repercutido, na edição de hoje,do jornal Folha de São Paulo. O título da matéria é:Ceará: "Polícia terá patinete motorizado de R$ 28,5 mil".

http://cearaenoticia.blogspot.com/2008/06/policiamento-de-patinete-em-fortaleza.html

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Realmente segurança é muito importante, principalmente em uma cidade tão grande como Fortaleza (e que já tem fama de ser violenta, apesar de eu nunca ter tido problema com isso aqui), mas gastar tanto assim, ainda mais sendo totalmente desnecessário carros desse tipo?!?! Eu concordo plenamente com as opiniões apresentadas nessa parte, quando falam sobre a pobreza no nordeste, a fome, os problemas na saúde... Essa Ronda do Quarteirão foi, no mínimo, uma tremenda cara de pau!!! Só confirma a fama de que o povo daqui adora aparecer, querer mostrar as coisas que tem, mesmo que na verdade estejam devendo para todo mundo. Estão achando lindo mostrar carros tão "chiques" principalmente para os turistas. Que absurdo.

Mais 50 Hilux e 50 motos para o Ronda do Quarteirão

Egídio Serpa • Publicado às: 6:44 • 14/04/2008
Na próxima semana, o programa Ronda do Quarteirão receberá reforço: chegarão mais 50 novas caminhonetes Hilux e igual número de novas motocicletas Honda de 400 cilindradas. Toda essa frota se destinará ao Ronda do Quarteirão de Fortaleza. Dentro de 60 dias, chegarão outras 85 Hilux e 85 motos para o Ronda do Quarteirão dos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza - Caucaia, Maranguape, Maracanaú, Itaitinga, Pacajus, Pacatuba, Guaiúba, Horizonte, Chorozinho, Aquiraz e Eusébio. A informação foi transmitida este blog pelo secretário da Casa Civil do Governo do Estado, Arialdo Pinho. Ele também disse que, ainda neste semestre, será licitada a compra de mais 250 Hilux e 250 motos Honda, que irão para o policiamento do interior do Estado
http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/policia/mais-50-hilux-e-50-motos-para-o-ronda-do-quarteirao/


Bem, parece que pelo menos uma pessoa pensa nessa cidade. Mas infelizmente não adiantou nada porque compraram os carros e motos.

Moroni critica Ronda do Quarteirão

Erivaldo Carvalho
da Redação
Mais homens e menos luxo. Em resumo, foram essas as críticas que o ex-secretário da Segurança Pública e possível candidato à Prefeitura de Fortaleza, Moroni Torgan (DEM), fez ao Ronda do Quarteirão

16/06/2007 02:19
Moroni Torgan defende veículos mais simples para o programa
O ex-deputado federal Moroni Torgan (DEM) fez ontem duras críticas ao Ronda do Quarteirão, no programa "Debates do Povo", da rádio O POVO/CBN (1010). Ex-secretário da Segurança Pública do Estado, o provável candidato à Prefeitura de Fortaleza disse que não haverá efetivo policial suficiente para atender à demanda do projeto de Segurança Pública do governo Cid Gomes, e que os objetivos da iniciativa ficarão comprometidos sem a integração dos policiais com a Guarda Municipal da Capital.
"Para se fazer uma ronda comunitária para abranger Fortaleza inteira, precisa-se de mais 5 mil homens", calculou Moroni, que comandou, no segundo governo Tasso Jereissati (1995-1998), o Sistema Integrado de Defesa Social (Sindes). "Por maior que seja a boa vontade do governador, não adianta botar carro bonito se não tiver efetivo", completou Moroni.
"Carro bonito", aliás, não aprovado pelo ex-delegado da Polícia Federal. De acordo com Moroni, não há necessidade de o governo do Estado comprar os 200 veículos com tração 4x4 permanente e câmbio automático para serem utilizados no programa. Pelos diferenciais técnicos do edital de licitação, apenas o modelo da Toyota Hilux SW4 atende às exigências. "Eu não adotaria (a Hilux). Uma Parati faria o mesmo trabalho sem o mesmo custo", disse ele.
A Parati, um modelo da Volkswagen atualmente utilizados em larga escala pelas polícias Civil e Militar no Ceará, custa em média 25% do valor de uma Hilux, que está na faixa de R$ 150 mil. "A Hilux até poderia ser usada em algumas regiões que precisasse, como praias ou dunas. Mas na cidade não precisaria disso", ponderou.
Pelo modelo de Ronda do Quarteirão imaginado por Moroni, as polícias estaduais trabalhariam com a Guarda Municipal. Segundo ele, isso minimizaria o problema do efetivo e agregaria o efeito comunitário ao programa. "Ele (Cid) não vai conseguir botar 5 mil homens em Fortaleza", diz o ex-deputado. Nas eleições de 2004, o então candidato à Prefeitura de Fortaleza apresentou uma proposta desse tipo, que incluía a participação da Guarda Municipal, que passaria por uma formação específica em academia de polícia.
Responsável pelo Ronda do Quarteirão no governo Cid, o coronel Joel da Costa Brasil disse ao O POVO que está nos planos do governo a expansão em quatro mil homens do atual contingente da Polícia. Atualmente, está em andamento a contratação de mil deles, de um concurso iniciado no governo Lúcio Alcântara. Até o final do ano, segundo Brasil, uma segunda seleção pública deverá contratar mais mil.
Sobre o perfil do veículo a ser utilizado, coronel Brasil evitou polemizar com Moroni. Disse apenas que a atividade policial no Ceará é "extremamente estressante", e que o Brasil é um País inseguro. "Nós queremos reduzir o estresse do policial. Ele não pode ficar preso a detalhe. Não queremos carro de luxo, com teto solar nem banco de couro".
http://www.opovo.com.br/opovo/politica/704353.html

Novas Hilux SW4 DA polícia do Ceará

Aqui está mais um motivo para dizermos que o povo brasileiro tem " cara de palhaço"... nossa tolerância chega à ser absurda.
Considerando que o Estado do Ceará é muito rico, a aquisição de 428 Hilux SW4, automáticas, a óleo Diesel, com rodas de liga-leve e bancos de couro para uso da polícia, com preço de mercado na faixa de R$ 150.000,00 cada um, é tido como normal.
Pra facilitar o entendimento, isso dá um total de R$ 64.200.000,00 (Sessenta e quatro milhões e duzentos mil reais). Ainda bem que no nordeste do Brasil ninguém passa fome !!!
E este governo de bandidos diz que não tem verbas para a saúde e precisam da CPMF.
http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2017&scbegin=51

1 de mai. de 2008

Qualidade do ensino no Ceará

FORTALEZA É A 16ª CAPITAL NO RANKING DO ENEM

Os alunos de Fortaleza melhoraram seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2007. A capital cearense ainda permanece atrás de cidades como Natal (RN) e Recife (PE)

04/04/2008 00:49
Fortaleza melhorou suas notas na edição 2007 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): a média geral passou de 42,394, em 2006, para 50,93, no ano passado. O resultado fez com que ela passasse do 18º lugar, em 2006, para o 16º no ranking das capitais brasileiras, superando cidades como Teresina e João Pessoa. A distância para Vitória (ES), a primeira colocada, ainda é de quase 10 pontos.
As outras capitais nordestinas obtiveram as seguintes médias: Salvador (54,421), Aracaju (54,07), São Luís (52,512), Recife (51,668), Natal (51,484), Teresina (50,913), João Pessoa (50,257) e Maceió (49,456). Na comparação com alguns municípios cearenses, Fortaleza possui uma média maior que Caucaia (48,445), Sobral (48,132) e Maracanaú (47,487), mas inferior à de Juazeiro do Norte (53,254).
Embora afirme que o Enem seja focado no aluno, o orientador da Célula de Avaliação do Desempenho Acadêmico da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Aléssio Costa Lima, afirma que houve uma leve melhora no desempenho do Estado, em relação à Região Nordeste. O problema, ressalta o especialista, é que as notas continuam estagnadas. "Não estamos caindo, mas estabilizamos em um patamar baixo de desempenho. O nosso desafio é melhorar a qualidade de ensino. Temos um longo caminho a percorrer".
http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/778331.html

Dados comparativos:

Nos municípios do RS, Estado que mais se destacou no exame, distância é menor entre as notas das escolas particulares e públicas. Das dez melhores cidades no Enem, seis são gaúchas. Estado trouxe de volta para a rede pública alunos de classe média, diz dirigente.
Antônio Gois esceve para a “Folha de SP”:
Os municípios cujos alunos conseguiram o melhor desempenho no Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) são também aqueles que apresentam menor distância entre a rede pública e a particular. Essa realidade é encontrada principalmente no Rio Grande do Sul, Estado que mais se destacou no ranking elaborado pela Folha comparando todas as 124 cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes.
Das dez melhores cidades no Enem, seis são gaúchas: São Leopoldo (a melhor), Caxias do Sul, Santa Maria, Porto Alegre, Novo Hamburgo e Canoas. Em comum entre elas está o fato de a média dos estudantes da rede privada não ser tão distante da encontrada na rede pública.
http://www.ftec.com.br/wordpress/?p=745

Divulgado pelo Ministério da Educação, no dia 4 de abril de 2008, o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que aponta Porto Alegre como a 2ª melhor capital na média geral.
http://www.lasalle.edu.br/saojoao/index.php?sistema=sas&acao=verNoticia&notCodigo=193

Entre os alunos de escolas públicas, os do Rio Grande do Sul obtiveram maior nota média no exame, de 55,89 pontos, seguidos pelos estudantes do Distrito Federal, com 52,22, e de Minas Gerais, com 52,21 pontos.
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger150796,0.htm


MEC REPROVA A EDUCAÇÃO NO CEARÁ

Ricardo Moura da Redação
Nenhuma cidade do Ceará possui nota acima de cinco no indicador do MEC que avalia a qualidade de ensino. A questão faz parte da pauta da Conferência Estadual da Educação, que tem início hoje e que irá elaborar um plano decenal para o Estado.

07/11/2007 00:26
Evasão escolar, altos índices de analfabetismo e baixa escolaridade dos pais são vistos como problemas pelos gestores municipais.
Hoje tem início a Conferência Estadual da Educação no Ceará. Após uma série de reuniões preparatórias, o evento definirá os rumos da educação do Estado nos próximos dez anos. Como resultado da conferência, será elaborado um plano decenal, cuja aprovação depende da Assembléia Legislativa. O desafio é grande. Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que avalia a qualidade de ensino no País, revelam que nenhum dos municípios cearenses atingiu a nota 5 nos anos iniciais do ensino fundamental, em uma escala de 0 a 10. O Ceará obteve 3,2 como média, a mesma nota de Fortaleza.
O bloco das cidades com o pior resultado é formado por Monsenhor Tabosa (1,7), Salitre(1,8), Ipu (2,2), Lavras da Mangabeira (2,2), Tamboril (2,2), Ipaumirim (2,3), Mauriti (2,3) e Umari (2,3). Entre os problemas enfrentados pelos gestores educacionais destes municípios, destacam-se os altos índices de analfabetismo, a baixa escolaridade dos pais e a falta de infra-estrutura adequada.
Esse foi o quadro com que Fátima Chagas, diretora de educação do município de Tamboril, distante 329 quilômetros da Capital, deparou-se ao assumir o cargo, em 2005. Segundo ela, cerca de 42% dos alunos matriculados na 8ª série eram analfabetos. Mesmo assim, a aprovação era automática, sem qualquer controle. Em algumas escolas, afirma, os alunos chegavam a ter 120% de presença, ou seja, tinham mais presenças que o número de aulas no ano.
"Quando assumimos, não havia reprovação nem abandono no município. Os alunos passavam de modo automático. A repetência e a evasão aumentaram porque passamos a ter um controle maior sobre os dados. O número de matrículas, que era de 11 mil em 2006, caiu para 8,5 mil, em 2007. Os alunos eram transferidos, mas as escolas não davam baixa", explica a diretora.
Para tentar mudar a situação, Fátima revela que foram criados dois programas de alfabetização, um para os alunos que chegam ao ensino fundamental e outro para os alunos que estão prestes a concluir. O resultado, afirma, será conhecido depois na próxima edição da Prova Brasil.
O secretário de educação do município, Gilson Luiz, afirma que, além do grande número de alunos analfabetos, Tamboril enfrenta outros desafios, como a baixa instrução dos pais e a má formação dos professores. "O município é pobre, os pais têm baixa instrução. Isso pode ter contribuído, mas falta ainda um diagnóstico sobre os alunos. Ainda funcionam escolas em situação precária. Ainda há professores dando aulas para várias séries em um local só", informa.
http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/742920.html


A EDUCAÇÃO NO CEARÁ

07/11/2007 00:26
Por dia, mais de 1,1 mil alunos do ensino médio e fundamental abandonam os estudos em todo o Estado.
Em quatro anos (2001-2005), as taxas de aprovação caíram de 82,1% (fundamental) e 80,9% (médio) para 79% e 72,5%, respectivamente.
Entre 2001 e 2006, 692 escolas da rede privada de ensino fecharam suas portas.
Na rede pública de ensino, a queda no número de matrículas foi de 2,2%, entre os anos de 2005 e 2006. A maior diminuição foi registrada na educação infantil (-7,2%).
1,6 milhão de cearenses não sabe ler nem escrever.
4,8 mil alunos estão matriculados em escolas indígenas.
Fontes: Censo Escolar, Pnad 2006 e Anuário Estatístico do Ceará.
http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/742923.html


“NÍVEL EDUCACIONAL NO ESTADO DO CEARÁ AINDA É MUITO RUIM”

Ensino público (21/11/2007)
Izolda Cela, secretária de Educação do Estado, admite haver muitos desafios a vencer na escola pública.
Cleuza Repulho, presidente nacional da Undime, diz ser preciso identificar as melhores estratégia educacionais.
Os indicadores educacionais do Ceará mostram um longo caminho ainda a percorrer no ensino público.
Fortaleza. Apesar da educação ser definida como a base para o convívio social, ainda há muito a ser feito para que todos os cidadãos tenham acesso ao ensino de qualidade no País. Mesmo com os exemplos referenciais de projetos educacionais espalhados pelos Interior do Ceará, a secretária de Educação do Estado, Izolda Cela, informa que a situação do ensino ainda é preocupante.
Com o ensino público considerado crítico, fica difícil os jovens e adultos terem acesso à qualificação profissional. Somente no ano passado, mais de 60% dos jovens entre 15 e 17 anos ficou fora do Ensino Médio no Estado. A quantidade de alunos matriculados nas escolas estaduais não condizia com a faixa etária exigida. Dos 430 mil estudantes matriculados, apenas 206.332 tinham entre 15 e 17 anos.
Estimativas apontam que mais da metade dos matriculados no Ensino Médio estão além da faixa etária ideal para freqüentar a escola. Além da problemática dos alunos com idades elevadas e da evasão escolar, os dados apontam que a região Nordeste ainda lidera o ranking do analfabetismo, e o Ceará é o quinto Estado em índice mais elevado da região, com indicativo de 26,54%, depois de Alagoas, Maranhão, Piauí e Paraíba.
De acordo com a secretária de Educação do Estado, Izolda Cela, o nível de educação no Ceará é ruim e ainda não existem municípios que sejam considerados exemplos nesta área. “O nível da educação é muito ruim. Mas temos que pensar nos resultados fundamentais, que incluem o aprendizado dos alunos”, diz. Apesar de encontrar um cenário bastante difícil de ser revertido em tempo recorde, Izolda acredita que será possível melhorar a educação do Estado, mas é preciso que haja, também, a cooperação da sociedade, professores e, principalmente, a motivação dos pais e dos alunos. Neste aspecto, os projetos que ampliam as atividades educacionais, a exemplo do que é realizado em Pacoti, Ocara, Aracati, Lavras da Mangabeira e Monsenhor Tabosa servem de referência.
Segundo a secretária, quando a educação não recebe atenção necessária, incluindo investimentos financeiros, capacitação de professores e estrutura das escolas, há uma conseqüência bastante visível: a ineficácia do ensino. O resultado já é esperado: jovens concluem o Ensino Médio sem os conhecimentos exigidos de leitura e escrita. Ou seja, saem da escola semi-analfabetos. “A sociedade tem que entender que todo esse nível insuficiente de aprendizagem que existe tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio tem, como origem, um processo de alfabetização fracassado”, salienta a secretária.
“Com isso, as crianças não se alfabetizam na idade certa, mas, mesmo assim, elas conseguem ser aprovadas de um ano para outro. Mas não sei como esses alunos são aprovados. E você encontra estudantes analfabetos ou semi-alfabetizados em todo o Ensino Básico, inclusive no Ensino Médio. Os professores estão dizendo, o tempo inteiro, que não sabem se ministram a disciplina ou alfabetizam os alunos”, completa.
Esta situação reforça a falta da qualidade do ensino. Com isso, os jovens da escola pública ficam em desvantagens para concorrer nos processos seletivos para ingressar na faculdade ou escolas técnicas federais no Estado. “Há uma sinalização de que os jovens têm muitas dificuldades em ingressar numa profissão”, diz a secretária.

Municípios
No Ceará, os cinco municípios que apresentam os índices mais elevados de analfabetismo atingem quase a metade da população. Como é o caso de Granja, distante 335km da Capital cearense, que possui taxa de 51,2% de analfabetos. Já as outras cidades, pontuam quase a metade dos moradores que não sabem ler nem escrever. Como é o caso de Salitre (49,9%), Saboeiro (47,3%), Assaré (47%) e Itatira (44,4%). Não será fácil reverter esses índices, uma vez que, desde a década de 1970, discute-se a erradicação do analfabetismo no País. Mesmo assim, nenhum programa governamental foi capaz de atingir este objetivo.
“Também não é só alfabetizar na idade certa, mas isso já dá uma certa garantia à população. Já o programa do governo federal, Brasil Alfabetizado, tem a proposta de consertar um problema estrutural, de alfabetizar jovens e adultos que, apesar da idade e de ter muitos anos de escolaridade, ainda não sabem ler e escrever”, diz. Mesmo assim, Izolda argumenta que os programas para erradicação do analfabetismo não devem ser iguais, caso contrário não atingirão os objetivos.
“Infelizmente é isso, o povo está na escola, mas não está se alfabetizando. Aqui no Ceará, foi feita uma avaliação do Comitê Pela Eliminação do Analfabetismo Escolar, promovido pela Assembléia Legislativa em parceria com universidades, entre alunos da 2ª série. O resultado mostrou que 60% desses alunos não conseguia ler nem escrever”.
E completa: “Esses programas que pretendem corrigir o problema realmente têm amargado uma situação dificílima. Tanto o Brasil quanto o Ceará investiram muito dinheiro. Só no Ceará, foram mais de U 22 milhões para os programas de alfabetização de jovens e adultos, em parceria com o Banco Mundial. Mesmo assim, os resultados não são bons”.

Resultados
Os resultados, de uma maneira geral, são muito ruins, como salientou a secretária. O município de Aiuaba teve a maior nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) com 4,4, enquanto que a média do Brasil é 3,8, numa escala de 0 a 10. E Sobral com 4, como resultado da aprendizagem e do fluxo de alunos. “Você encontra um determinado esforço voltado para a aprendizagem dos alunos. Experiências boas e esforços existem. Apesar de termos resultados ruins, o momento é promissor com alguns municípios”, diz.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=489081

Falta de educação gera caos no trânsito

Essa reportagem demonstra bem a falta de educação do motorista de Fortaleza.

O POVO(27/08/2007) - Mariana Toniatti
da Redação

É fácil flagar infrações de trânsito em Fortaleza. Cruzamento fechado, gente pisando no acelerador e passando no sinal vermelho, causando risco de acidentes. O POVO inicia hoje uma série sobre trânsito.
Quarta-feira, quase 19h30min. Um caminhão atravessado na avenida Desembargador Moreira interrompe a pista que segue em direção ao sertão. O trânsito, que até então fluía sem problemas, pára. O motorista quer dar a ré na rua Visconde de Mauá, mas uma fila de carros já se formou atrás dele. Um Gol estacionado em local proibido, encostado na esquina, diminui o espaço da manobra. Mariano Silva, 55, motorista profissional há 20 anos, não consegue completar a curva. Ele não fez nada de errado, mas tem que agüentar as buzinas e os xingamentos. "Sai daí, seu burro!", gritam do ônibus.
Em alguma sala de aula da Faculdade Integrada de Fortaleza (FIC), o verdadeiro infrator nem desconfia da confusão que armou. O flanelinha confirma, o carro é de um estudante, mas ele, o vigia, "não tem nada a ver com aquilo". Os ajudantes de Mariano o culpam por permitir que parem o carro ali. A história dura menos de dez minutos, suficientes para congestionar três quarteirões. Finalmente, Mariano se livra do constrangimento e segue. O trânsito de Fortaleza sofre com a má educação dos motoristas. As infrações pioram os congestionamentos nos horários de pico e colocam à prova até quem tem a paciência de Jó.
Um cruzamento fechado pode invalidar o tempo de um semáforo verde. Um carro parado na pista na hora do rush, especialmente numa avenida como a Santos Dumont, que tem apenas duas faixas, interrompe o fluxo dos veículos para além daquele quarteirão. "Não tem como mensurar, mas o comportamento egoísta compromete muito a fluidez e a segurança do trânsito", diz Carlos Henrique Pires, engenheiro de tráfego da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC). Uma conversão proibida, além de bloquear o trânsito, por mais "rapidinha" que seja, pode provocar uma colisão do veículo que vem atrás e é pego de surpresa pela freada brusca. "O sujeito que causa o acidente não tem nem noção do prejuízo e do congestionamento que causou", diz Carlos.

Gentileza X Egoísmo
Falta gentileza e sobra egoísmo. Vladimir Almeida, 34, estaciona em plena Domingos Olímpio, com trânsito intenso, às 8 horas, para descarregar a entrega do frigorífico. Em frente ao estabelecimento, sete vagas estão desocupadas. "É que se paro ali, não consigo sair. Ninguém vai me deixar entrar na avenida", justifica. O raciocínio da senhora que fecha o cruzamento na rua Jaime Benévolo com Joaquim Magalhães é o mesmo. "Estou em cima da hora. Se deixo espaço, os carros não respeitam minha preferencial e na minha vez de seguir fico presa".
Para não ser sabotado, o motorista sabota antes. E todo mundo tem uma desculpa pronta. "Essa lógica individualista não é só do infrator, é a lógica que estamos vivendo hoje. Temos que ser primeiro lugar em tudo. A sociedade reforça a idéia de que, se você está se livrando, tudo bem", diz a psicóloga Gislene Macedo, que estudou o comportamento do motorista em sua tese de doutorado. Dentro do carro, disputando espaço com outros veículos e correndo contra o tempo, o individualismo se escancara, muitas vezes com agressividade.
Um cidadão "do bem", solícito e calmo, pode se descontrolar dirigindo. "Estudos apontam que a mecânica do carro vira uma extensão das nossas forças físicas. Você transpõe barreiras que a pé não conseguiria e isso dá uma sensação de poder. Mistura estresse com poder, já viu", diz Gislene. É certo que há vias supersaturadas, especialmente nos horários de pico, mas o trânsito nem se compara ao de grandes cidades como São Paulo. Por isso, a psicóloga estranha o nível de estresse e a percepção de caos que os usuários do trânsito sentem em Fortaleza.
A maioria dos deslocamentos não são feitos em carros particulares na cidade que tem baixo índice de motorização. A cada 100 pessoas 12,91 têm carro. "Não temos características para estar como estamos com tantos acidentes, multas e estresse, mas hábitos do trânsito daqui, coisas que não se vê em São Paulo, como as conversões proibidas, agravam muito o cenário. Tem alguma coisa difícil de quebrar no comportamento dos motoristas de Fortaleza", afirma Gislene.

http://www.amc.fortaleza.ce.gov.br/modules/news/article.php?storyid=3071

28 de abr. de 2008

Buracos nas ruas

Não é novidade alguma falar sobre os buracos nas ruas de Fortaleza, mas como as vezes tem algumas pessoas que acham que eu estou inventando ou exagerando, vou postar a reportagem. Quem sabe o dia que resolverem fazer um asfalto forte, pare de criar buracos com tanta frequência. Com certeza vai custar mais barato do que ter que recapear todos os anos as mesmas ruas. No RS o asfalto dura pelo menos uns 10 anos, por que aqui tem que asfaltar novamente todos os anos após a chuva???!!! A rua onde eu morava foi asfaltada quando eu tinha uns 8 anos (isso já faz 22 anos) e até hoje ele continua razoavelmente bom. Um pouco áspero, mas sem buracos (e nem preciso dizer que lá chove muito mais e muito mais forte do que aqui né!?!). O asfalto por aqui parece feito de papel, desmancha com a chuva.

Bem, essa reportagem saiu no jornal Diário do Nordeste de 28 de abril de 2008.

Cratera modifica rota dos ônibus

Na Capital, existem buracos abertos há mais de um ano. A Prefeitura promete providências, sem datas definidas

Os buracos nas ruas e avenidas são um problema comum e de longa data, tanto nas periferias como no Centro de Fortaleza. Além de atrapalhar o trânsito, essa falha estrutural, em tempos de chuva, pode até virar foco de proliferação do mosquito da dengue. A Prefeitura Municipal alega que a época chuvosa atrasa o calendário das obras de recuperação da manta asfáltica da cidade.

No Centro de Fortaleza, uma cratera, que toma uma faixa toda da Rua Antônio Pompeu, vêm sendo alvo constante de reclamações por parte da população. Localizada quase na frente do Instituto Doutor José Frota, entre as ruas Senador Pompeu e General Sampaio, a cratera existe há mais de quatro semanas e é inevitável cair nela para poder passar com os veículos. Até as motocicletas têm dificuldades.

“Não sei como não acontece um acidente aqui. Os carros têm que parar e passar um de cada vez e, no horário de pico, os ônibus desviam. Eu acho um desrespeito a Prefeitura não ajeitar um buraco deste tamanho numa rua tão importante. O pior é que não é apenas aqui. Nós que trabalhamos no trânsito, sofremos muito porque a cidade está toda esburacada. Essa é a Fortaleza Bela?”, reclamou o motorista Osvaldo Vieira Camelo.

A Rua Antônio Pompeu é um dos principais acessos da Aldeota ao Centro da cidade. Nela, além dos carros e motos, trafegam duas linhas de ônibus: Conjunto Ceará Aldeota e Antônio Bezerra Náutico.

De acordo com a assessoria de imprensa da SER II, responsável pelo Centro, a obra para tapar o buraco e recuperar o asfalto do local já está incluída na programação das ações da empresa que venceu a licitação para refazer a manta asfáltica da Regional. Porém, ainda não há prazo para o início da obra.

Na Rua Alberto de Oliveira, no Bairro Álvaro Weyne, na área da Secretaria Executiva Regional (SER) I, outra cratera vem atrapalhando o tráfego de veículos e incomodando os moradores do bairro. A população reclama do descaso do poder público, pois o buraco está aberto há quase um ano.

A dimensão da cratera pode ser descrita com as exclamações dos moradores da rua: “Cabe até um caminhão dentro desse buraco”. O buraco começou como uma rachadura no asfalto, mas, com o passar do tempo e das chuvas, aumentou bastante. A dona de casa Maria Lúcia Barbosa, de 53 anos, conta que, quando chove, a rua fica alagada e o nível da água sobe cerca de um metro.

“Faz mais de um ano que está isso aí e a Prefeitura ainda não ajeitou”, afirma a moradora. No local, há bastante lixo e água acumulada. A população teme, inclusive, que com o acúmulo da água das chuvas, o buraco se torne um foco do mosquito da dengue.

Para transitar pela rua Alberto de Oliveira, os veículos precisam desviar da cratera, passando próximo à calçada. De acordo com o chefe de infra-estrutura da SER I, Paulo Santos, ainda não há uma data prevista para início das obras no local. Paulo Santos afirma que “nada pode ser feito nesse período de chuvas pois a terra está molhada e pode haver desabamento”. Além disso, o chefe de infra-estrutura alerta que a população também precisa colaborar com o trabalho da administração pública, não jogando lixo nas ruas e não fechando as bocas de lobo.

* Até parece piada falar para o povo daqui não jogar lixo na rua. Infelizmente eles passam o dia inteiro fazendo isso.

20 de abr. de 2008

Tudo continuará igual...

Infelizmente Fortaleza continuará com os mesmos problemas atuais. É possível chegar a essa conclusão pelo fato de os moradores (ao menos os que se manifestaram no blog) não reconhecerem os problemas, não admitirem que esses problemas realmente existem. Quando as pessoas se unem, elas são capazes de coisas que até então pareciam impossíveis. Mas no caso de Fortaleza, as pessoas não admitem que esses problemas comentados no blog existem. Pelo contrário, elas xingam, reclamam, alguns até falam como se fosse mentira... O principal para se gerar uma mudança, é reconhecer o problema. Apesar de terem criticado o blog, eu tenho certeza que eles sabem que tudo isso é verdade, que são coisas que realmente acontecem, afinal todos vêem essas coisas, ninguém aqui é tão burro de não perceber. Os problemas estão na cara, qualquer um pode ver. É triste que em vez de eles tirarem proveito do blog para refletir sobre a cidade e tentar gerar alguma mudança, alguma melhoria, eles preferem fazer de conta que nada disso acontece. Talvez eles pensem assim porque eles não tem nenhuma referência de como as coisas poderiam ser diferentes, como uma cidade poderia funcionar diferente, como as pessoas poderiam agir diferente... Quem nasceu e sempre morou por aqui, não conhece outra realidade, então nem imagina do que estamos falando, de como a vida pode ser diferente. É uma pena. Mas eu acredito que o esforço compensaria. Aos poucos se vai longe, é só começar! Se cada um repensasse um pouco suas atitudes e tivesse mais respeito pelas outras pessoas, com certeza a cidade se modificaria.
Mas eu gostaria de comentar que tem muita gente legal, gente boa por aqui. Principalmente as pessoas mais humildes sempre são muito prestativas, educadas, dão informações nas ruas, em pontos de ônibus... Os piores são os que tem dinheiro e acham que por causa disso estão acima do restante da sociedade e tem o direito de não respeitar as pessoas, não respeitar a lei, não respeitar nada. Enfim, não tem o mínimo bom senso e educação para viver entre outras pessoas.
Nas próximas semanas vou postar mais reportagens sobre os problemas de Fortaleza. Reportagens logicamente não escritas por mim. Quem sabe assim, essas pessoas que parece que usam vendas nos olhos, ou não querem enxergar a realidade da cidade, acreditem nas coisas que eu escrevo por aqui quando lerem as matérias de jornais e outras fontes confiáveis, sobre todos os problemas comentados.

20 de jan. de 2008

As calçadas de Fortaleza

Relembrando os problemas de caminhar pelas calçadas em Fortaleza, segue parte de uma matéria do jornal Diário do Nordeste do dia 20/01/2008.
Galerias abertas causam acidentes no Centro da cidade
Na Guilherme Rocha: pelo menos cinco galerias estão em estado crítico, quebradas ou totalmente destampadas. Na Rua Liberato Barroso, a situação se repete colocando em risco os transeuntes. A SER II colocou, em dezembro, 22 grelhas de proteção. R$ 300 mil serão investidos em projeto de recuperação.
O simples ato de andar nas ruas do Centro de Fortaleza, muitas vezes, pode se transformar em um grande desafio. Além da movimentação de pessoas e carros, de calçadas tomadas por mercadorias e as poças de água formadas em dias de chuva, os pedestres encontram verdadeiras “crateras” nos calçadões. Percorrer o trajeto das praças do Ferreira à José de Alencar, pela Rua Guilherme Rocha ou Liberato Barroso, “não é fácil”, como comenta o camelô Francisco Rodrigues, 54 anos.
Nas ruas do bairro, muitas das compridas galerias (de 30 cm de largura e 30 cm de profundidade), existentes ao longo do calçadão, estão sem a proteção de ferro ou com estas quebradas. Semi ou totalmente abertos, os buracos causam acidentes e, principalmente, deixam as pessoas que passam por eles preocupadas. O risco de acidente aumenta com as chuvas, uma vez que as calçadas ficam alagadas e as pessoas não conseguem visualizar os buracos existentes.
Acidente
Pela Rua Guilherme Rocha, nos três quarteirões que separam as duas praças do Centro, a equipe do Diário do Nordeste pôde verificar cinco galerias em estado crítico. Com um número menor, a Rua Liberato Barroso não fica atrás, deixando também os pedestres inseguros, com três galerias totalmente danificadas. Há um mês, a promotora de vendas Suelem Teixeira caiu em uma das galerias que está totalmente aberta, enquanto caminhava para o trabalho. “Esse buraco engana. Estava passando, escorreguei e cai dentro dele. Torci meu joelho e, até hoje, sinto fortes dores”, conta a promotora. Já, a vendedora Roberlândia dos Santos, 21 anos, que trabalha em frente a uma galeria aberta, conta que há mais de três meses a proteção de ferro foi retirada e que várias pessoas já caíram no buraco. “Teve um senhor que deu um jeito na coluna ao pisar no buraco e passou horas sentado no banco porque não conseguia se levantar”, lembra. Francisco Marques da Silva, 42 anos, camelô, também tem história para contar sobre acidentes envolvendo pedestres. Ele garante que todos os dias pessoas se acidentam nos buracos. “Têm dias que caem em torno de quatro a cinco pessoas”, declara.

7 de jan. de 2008

Diversos assuntos

- Na opinião deles só existem duas estações do ano: verão e inverno. Mas o detalhe é que o verão é no inverno e o inverno é no verão. Chamam de inverno a época de chuva e não a estação do ano verdadeira. Portanto o inverno por aqui é no verão, mais ou menos de janeiro até maio, quando chove. O restante do ano, incluindo o inverno verdadeiro, é verão pois não tem chuva. Dá pra entender uma coisa dessas?;
- A prefeitura faz propaganda que a passagem de ônibus custa somente 1 real no último domingo do mês. Pois é... em Porto Alegre a passagem é gratuita um domingo por mês;
- Muitas ruas são em um único sentido, não são mão-dupla, mas o que é estranho é que em uma quadra a rua vai num sentido e na quadra seguinte, a mesma rua, vai no sentido oposto. O trânsito por aqui é uma bagunça, muito mal projetado. É tão péssimo que os próprios cearenses criaram uma comunidade no Orkut "Eu odeio dirigir em Fortaleza", lá eles se queixam de várias barbaridades que ocorrem;
- Algumas ruas mudam tanto de nome que chegam a ter 4 nomes na mesma rua. O começo da rua tem um nome, depois de um pedaço muda para outro nome, depois de mais um pedaço muda novamente...
- Sobre a falta de compromisso com horários - quando mudamos de apartamento contratamos uma empresa de mudança para as 8 horas. É lógico que não apareceram no horário. Passamos o dia ligando e eles só enrolando. Apareceram pelas 15 horas. Além disse quebraram 1 gaveta do guarda-roupa e 1 porta de vidro da cozinha. Quase todos os serviços dão algum problema. E a empresa é bem conhecida;

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- As tampas redondas que existem no meio da rua (tampas de poço de visita) são mais baixas que o asfalto da rua, forma um buraco. Eles vão asfaltando as ruas e não levantam a tampa, então a rua vai subindo e a tampa ficando cada vez mais baixa;

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- Arrumam as vitrines das lojas com várias roupas do mesmo tecido. Ex. uma blusinha sem manga e outra com manga, ou uma saia e um vestido, exatamente o mesmo tecido, lado a lado. Dá a impressão que as pessoas vão sair todas com roupas iguais ou que a loja só vende tudo repetido (parece aquelas lojas de balaio que tem dezenas de roupas iguais, mas nesse caso são lojas caras). As fotos são de quatro lojas diferentes e tem muitas outras que seguem esse mesmo perfil;
- É muito difícil encontrar forno elétrico grande. Quando fomos comprar todos achavam que queríamos microondas porque a maioria nem conhece o forno grande. Só vendem pequeno. Tivemos que comprar pela internet;
- Algumas contas só podem ser pagas em uma determinada farmácia. Não pode pagar pela internet, nem nos bancos, nem em lotéricas. É ridículo obrigar a pessoa ir na farmácia só para pagar uma conta;

- Não existe janela persiana, na verdade eles nem conhecem, nunca viram, nem sabem que existe (ai que saudade da minha). Os edifícios tem somente vidros nas janelas e a pessoa precisa colocar uma cortina para ficar escuro (o que eles chamam de persiana é a cortina). Coloquei a foto para conhecerem. Quem sabe alguém se anima a fabricar ou importar do sul né. Provavelmente ficaria rico, pois é ótimo, prático, fica escuro, fácil de limpar e manusear, além de ser bonito;
- A água por aqui é tão salobra ou sei lá se é outra coisa que tem na água (não lembro da explicação agora), mas a resistência do chuveiro queima a cada 3 ou 4 meses. É um saco;
- Em algumas entrevistas de emprego que fiz, algumas moças foram de blusa curta, com a barriga de fora e outras vezes com blusas muito decotadas, justas. Até acho que esse tipo de roupa é apropriado para ir para praia etc porque a cidade é muito quente. Mas fazer uma entrevista de emprego com roupa curta e justa!?!? Acho que não é muito adequado.

29 de dez. de 2007

Temas variados

- Famílias humildes colocam varal e estendem as roupas para secar nas calçadas, em frente as casas ou no outro lado da rua. Não é no pátio, é na calçada mesmo. Uma pessoa justificou que são famílias que lavam roupa para fora. Mas de qualquer maneira continua sendo muito feio - a aparência - além de que a calçada não é propriedade particular da família que lava as roupas;


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- Uma coisa que chama muito atenção são algumas pessoas que usam manga longa, jaqueta jeans. Infelizmente a foto não ficou nítida porque foi tirada de celular, mas a blusa da moça é de lã, tipo nossas blusas básicas de inverno, e a manga estava puxada para cima (talvez ela tenha percebido que é muito quente em Fortaleza rss). Nunca, mas nunca mesmo, é fresquinho em Fortaleza. Não tem nem explicação usar manga longa. Se fossem pro sul no inverno, morreriam congelados rss. Em 2 anos morando aqui nunca vi fazer menos de 24 graus. Quando é uniforme de trabalho até dá para tentar entender (tentar porque a pessoa poderia tirar o casaco quando sai do trabalho) afinal a pessoa é obrigada a usar a roupa longa, mas essas que usam por escolha própria, em plena tarde de sol... nem tem o que comentar sobre essa loucura rss;
- A primeira mensalidade de cada semestre da faculdade é cobrada um valor fixo, correspondente a 5 disciplinas. Independente do aluno cursar 1 ou as 5, no primeiro mês paga o valor de 5;
- Muitas pessoas deitadas nas calçadas, dormindo nas ruas, em cima dos bancos;
- O salário oferecido na maioria das vagas é um salário mínimo ou até 500 reais. Alguns exigem faculdade e inglês e pagam 600 reais. Poucos pagam mais. É uma exploração;
- Tem um posto de gasolina que aceita cartão de crédito, mas somente para pagar em 2 vezes. Pagar em 1 vez não pode, só em 2. De tão absurdo chega a ser engraçado;
- As pessoas dos caixas dos estabelecimentos perguntam se o cartão é crédito ou débito, daí respondemos que é débito, mas começa a dar erro e o cartão não é aceito. Por que será? A inteligente tava passando crédito, mesmo quando falamos que era débito. Sempre passam como sendo crédito;
- As lojas de móveis sob medida colocam um preço, mas depois de pechinchar, o preço baixa até 35%. Muito chato isso, quase um golpe. Se a pessoa não pechinchar paga bem mais caro;
- Os móveis de cozinha e banheiro são suspensos uns 20 cm do chão, fixados na parede. Muito esquisito, além de perder um bom espaço de balcão;
- É impressionante o número de pessoas com deficiência física, principalmente nos pés e pernas. Muitas pessoas tem o pé virado para trás, tipo de ponta cabeça. Não sei o motivo. Triste isso;
- Uma mulher abaixou a calça e fez coco no meio da rua, em plena avenida cheia de movimento, próximo ao final da Beira-Mar;
- Usam acento, para falar, em quase todas palavras (justificaram que é o regionalismo, como em outros estados falam de outras maneiras). Ex. Fórtaleza. Se chamam de macho ou má. Falam Aié, Ciará, fugão, butão, tumada, tudo que é com O eles falam com U e quando é com E eles falam É;

28 de dez. de 2007

Outras diferenças percebidas

- O algodão-doce é menos da metade do tamanho do sul. A mesma coisa acontece com o xis, salvo o xis do João que é gaúcho e faz o tamanho normal;
- As pizzarias tem em média 15 sabores de pizza nos rodízios, no total, de doces e salgadas, enquanto as do sul tem em média 50 sabores;
- Algumas pizzarias dizem que tem rodízio, mas é necessário a pessoa escolher os sabores que quer, daí eles vão fazer, depois escolhe mais sabores e assim vão fazendo. Tem que ir escolhendo de 2 em 2 sabores;
- Não conhecem sagu rss;
- Os restaurantes não oferecem sobremesa grátis;
- O preço da comida por quilo é anunciado por 100 gramas e não o valor do quilo. Ex. Custa 1,30 - 100g;
- Quase não é vendido churros por aqui, são poucos lugares que é possível encontrar, porém a tapioca redondinha se encontra em qualquer lugar;
- A nata vendida aqui é muito salgada, não dá para comer;
- Erva para o chimarrão também não é fácil encontrar. Alguns supermercados vendem uma erva muito ruim que nem dá para tomar. Existe um local no centro que vende a Vier, se chama Flor de Lotus, fica próximo a Igreja do Carmo. Mas a Tertúlia não se encontra por aqui;
- Não existe picolé de uva da Kibon. Ele não é fabricado no nordeste, porém existe de cajá e outras frutas existentes na região;
- Tem uma padaria que diz que vende pão francês integral, só que o pão é totalmente branco. Chamam de integral só porque tem umas sementinhas de gergelim. Que absurdo. Acho que nem sabem o que é pão integral;
- Existe uma barraca de praia na Beira-Mar que tem baratas e ratos andando em volta das mesas que ficam na rua. Parece que o povo nem se importa com isso, pois as mesas são alugadas até para a virada do ano. Será que não tem medo desses bichos andarem dentro da barraca, por cima das comidas?

E haja paciência...

- Os prestadores de serviços não tem compromisso com horário. Sempre chegam atrasados ou nem aparecem;
- Os serviços são muito mal feitos, salvo raras exceções. Ou fica feio, ou fica torto, ou fica virado;
- Os comerciantes de rua tentam cobrar mais caro de quem tem cara de turista;
- Em todos os locais sempre tem gente pedindo esmola. Na rua, nos restaurantes, dentro de supermercados. As vezes param do lado da mesa que estamos comendo e ficam olhando, esperando, mesmo depois que falamos que não temos dinheiro para ajudar. É muito incômodo;
- Na beira-mar tem muitas pessoas oferecendo serviços dos restaurantes, passeios, visitas aos hotéis... Param as pessoas na calçada e quase não deixam mais andar;
- As pessoas ficam com as portas dos apartamentos abertas, causando bastante barulho no corredor e para dentro dos outros apartamentos. Acho que pensam que o corredor é o pátio da casa;
- As manicures pintam as unhas e depois passam o dedo na ponta da unha, tirando a pontinha do esmalte. Parece que já gastou o esmalte na ponta, parece que já tá velho;
- O povo adora dançar, é só ouvir uma música e algumas pessoas começam se sacudir, dentro de supermercados, restaurantes, lojas... Muito mico;
- Algumas pessoas vão ao supermercado e farmácias somente de roupa de banho, sunga e biquíni e saída de praia e também vão de chinelo havaianas nas pizzarias. Sei que é uma cidade de praia, mas sair para jantar de chinelo!?! O povo é bem despreocupado em relação a roupa, em geral se vestem de maneira bem simples, talvez por causa do calor;
- Quando as pessoas passam no caixa do supermercado, elas colocam as compras na esteira e empurram o carrinho de volta para dentro do mercado, no caminho de quem ta atrás, na fila, em vez de sair do supermercado com o carrinho de compras. E durante as compras largam o carrinho do supermercado bem no meio do corredor, trancando todo corredor (totalmente sem noção);
- Fazem filas nos terminais de ônibus, mas quando o ônibus chega todos se enfiam de uma vez para entrar e conseguir lugar;
- As mulheres usam micro saias, mas é micro mesmo, e algumas sentam com as pernas abertas ou cruzadas estilo homem;
- Marcaram banho para nosso bichinho para 7h30, porém o setor de banho só abre as 8h dããã;

Trânsito e calçadas em Fortaleza

- Os motoristas tem costume de estacionar bem próximo a esquina, ou até mesmo na esquina. Algumas esquinas em vez de ser redondas para fazer a curva, são retas, parece que é de propósito para os carros estacionarem. Mas até onde eu sei não é permitido estacionar próximo as esquinas e muito menos na esquina, literalmente falando;

- Os estabelecimentos costumam fazer seus estacionamentos em cima da calçada, porém deixam um espaço muito pequeno para as pessoas caminharem e algumas vezes nem deixam calçada. No caso dessa videolocadora existe uma pequena calçada, mas o acesso é complicado, sendo mais fácil caminhar na rua mesmo. Geralmente o que se vê são as pessoas caminhando pelo cantinho da rua porque a calçada está cheia de carros em cima. Uma matéria publicada no jornal Diário do Nordeste dia 14/01/2008 comenta a dificuldade enfrentada pelo povo por causa das calçadas. Segue abaixo:
Para que servem as calçadas? Na Rua Solon Pinheiro, no Centro, o pedestre precisa se esforçar para conseguir caminhar. Além de buracos, há batentes e rampas que podem causar acidentes.No calçadão da Avenida Beira-Mar, os pedestres dividem com os ambulantes o espaço para andar. Em Fortaleza, elas são ocupadas para vários fins, quando não estão em péssimo estado. No caso, quem perde é o pedestre. Basta andar pelas ruas de Fortaleza que logo uma pergunta vem à tona: mas, afinal, para quem são as calçadas? Na teoria, prontamente, a resposta “para os pedestres” aparece. Porém, na prática, percebe-se que não é bem assim que as vias se estruturam. Primeiro, para os pedestres poderem trafegar, é preciso que elas tenham uma mínima estrutura física. Pelo menos, um calçamento, a ausência de buracos, desníveis e, claro, um espaço pelo qual a passagem seja possível. Isso mesmo, uma parte para caminhar. Parece absurdo? Pois não é. Na verdade, quando falamos de trânsito livre chegamos a outro problema: a ocupação indevida desse espaço, que deveria ser público e para o público. Não raro, presenciamos, pelos diferentes bairros, o comércio, seja de ambulantes ou não, localizado onde? Nas calçadas. Há, ainda, o fato de às vezes elas se tornarem uma extensão do próprio estabelecimento comercial, sendo ocupada por mesas, cadeiras, churrasqueiras ou, então, funcionando como um verdadeiro estacionamento para carros. Enfim, todos esses casos vão de encontro ao Código de Obras e Posturas do Município de Fortaleza. Por meio dele, os cidadãos deveriam ter resguardado o direito de ir e vir por onde? Novamente, pelas calçadas. E, mais, elas deveriam estar desobstruídas.
Experiências
Ao lançar o tema para os que com freqüência se aventuram pelas vias fortalezenses, logo chega-se a histórias de maus momentos e reclamações desses espaços. O auxiliar de escritório Sérgio Luis Nascimento, 40 anos, por exemplo, não tem lá boas recordações de suas andanças pela cidade, sobretudo pelo Centro. Segundo ele, todos os dias da semana precisa resolver negócios no bairro. Para isso, seu transporte é feito de ônibus ou a pé. Numa dessas vezes, pisou num buraco e torceu o tornozelo, o que o impossibilitou de trabalhar por duas semanas. “Tenho carro, mas ando mais de ônibus. As calçadas deixam muito a desejar, são cheias de buracos. Quando chove, então, é ainda pior porque a rua fica alagada e não temos como ver se há algum pela frente”, critica. Para o auxiliar de escritório, portanto, a solução seria a Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF) deixá-las planas, sem buracos. Quem também acredita nessa medida é a professora aposentada Cleonice Ferreira, 76 anos. Moradora do bairro Benfica, Cleonice afirma: “ando muito, todos os dias”. Seja para fazer compras ou pagamentos, a aposentada sente-se insegura ao caminhar. Conforme explicou, além do medo comum de ser assaltada ou sofrer agressões, “é horrível passar pelo meio da rua por causa do comércio”. Como desabafou: “Sei que é a forma deles de ganhar a vida, mas podia ser em outros lugares, né?” Cleonice ainda ressalta outros problemas: “Muitas vezes, vejo tanto lixo. Ou uma calçada é mais alta do que a outra, tem muito batente e ladeira, que a gente pode escorregar. A minha irmã já levou duas quedas”, recorda. A cadeirante Valdeliz Forte, 72 anos, aposentada, também não faz elogios à situação em que se encontra as calçadas no bairro que mora, na Aldeota. Por conta de um acidente vascular cerebral (AVC), a aposentada ficou com a mobilidade reduzida. E, sem rampas de acesso ou piso adequado para a cadeira de rodas, ela reclama: “Falto ficar aos pedaços. Queria ter asas para não ter que andar e balançar tanto”.

- Como já foi bastante comentado, estacionar em local proibido é muito comum por aqui. Mas também há essa variação de local: quando a pessoa não quer estacionar na rua porque é proibido, então estaciona em cima da calçada. Simples assim;
- Muitos, muitos mesmo, babacas colocam som alto no carro e ficam andando ou ainda pior, parados, com som de enlouquecer qualquer um. Colocam caixas de som enormes no porta-mala do carro e deixam aberto, como se toda a cidade estivesse interessada (e obrigada) a ouvir o som deles. É muita falta de educação, de bom senso e de respeito com as outras pessoas.

Trânsito: a educação dos motoristas em Fortaleza

- Na Beira-Mar os carros estacionam em vagas a 45º e outros carros estacionam atrás desses carros e deixam o freio de mão solto para os flanelinhas empurrarem os carros conforme a necessidade;

- A vaga é para taxi, mas os carros de passeio sempre ocupam as vagas, principalmente quando é vaga para moto;

- Como todos sabem, é proibido estacionar em cima dessas faixas e linhas amarelas e principalmente faixas de segurança, mas todos os dias é possível encontrar carros nesses pontos;
- Em vários sinais tem pessoas lavando os vidros dos carros para ganhar dinheiro. Nem adianta dizer que não quer porque eles continuam lavando;
- Faixa de segurança alguns chamam de passarela. Escada pequena que usamos dentro de casa todos chamam de cavalete. Cartão de crédito chamam de vencimento.

Mais um pouco sobre o trânsito

- Em vez de colocarem uma placa de proibido dobrar a direita na esquina, eles colocam uma placa de proibido ir reto na rua que dobra. Ou seja, a pessoa só consegue ver que entrou numa rua contra-mão, que não podia dobrar, depois que já dobrou (placa acima da traseira do taxi);
- Os motoristas de ônibus correm muito. É preciso segurar com muita força para não cair. Isso sem falar que eles vão para a pista da esquerda o tempo todo, mesmo que tenham que parar na parada de ônibus logo, menos de uma quadra;
- Dificilmente os motoristas param no sinal atrás da faixa de retenção. Geralmente, em quase todas as vezes, o primeiro da fila para em cima da faixa de segurança. Parece que tem um ímã que puxa eles para frente, pois eles não conseguem parar no lugar certo;
- O asfalto das ruas é de péssima qualidade. Pouco tempo depois de arrumado já cria buraco, principalmente se chover. Os pezinhos das motos criam buracos no asfalto quando tem sol, de tão mole que é;
- Em qualquer lugar sempre tem um flanelinha querendo cuidar do veículo para pedir dinheiro. Os flanelinhas da Beira-Mar sentam em cima das motos e até deitam em cima dos carros que estão estacionados, como se fosse deles. É um absurdo. Mas o pior é que eles mandam os carros que estão estacionado saírem da vaga mesmo que esteja passando carros na rua. Eles nem prestam atenção no trânsito, só ficam fazendo gestos que a pessoa pode sair como se a rua estivesse vazia;
- Existem muitas mobiletes que fazem barulho bastante alto. Andam contra-mão, não usam capacete, fazem tudo errado. Eu nem sabia que ainda existia mobilete. A última vez que tinha visto fazia uns 10 anos, mas aqui é bem comum.

Os motoristas não tem respeito pelas pessoas, pela vida...

- Essa cena se repete todos os dias. Carros estacionados na Beira-Mar, sendo que tem placas de proibido estacionar, no lado esquerdo, na rua inteira;
- Trânsito é um caos. As avenidas tem pouquíssimas passagens para cruzamento ou retorno. Tem que dar voltas enormes para chegar em um local por causa dos canteiros;
- Os motoristas buzinam o dia todo. O sinal ficou amarelo para o outro lado e o motorista já ta buzinando, antes mesmo de abrir o sinal. Se tem um pouco de engarrafamento todos ficam buzinando. Será que eles pensam que as pessoas estão paradas num engarrafamento porque desejam?!? Não dá para perceber que não é possível andar?!? Isso é o que mais chama atenção em Fortaleza: a falta de bom senso;
- Na Beira-Mar os motoristas buzinam e dão sinal de luz pra passar no lado direito em vez de irem pra pista da esquerda. Parece que eles pensam que o lado direito é pra andar rápido e o lado esquerdo é pra andar devagar;
- Os motoristas não dão a mínima para as leis de trânsito. Estacionam em local proibido, estacionam conta-mão, em vagas para deficientes, em cima da faixa de segurança, em cima das calçadas, param no meio da rua para esperar filhos no colégio, cortam a frente de todo mundo o tempo todo. Uma pessoa fez um comentário perguntando se na minha cidade ninguém estaciona em local proibido. Acredito que em qualquer cidade isso pode acontecer algumas vezes, inclusive na minha é claro, mas pode-se dizer que é um caso muito eventual. Já em Fortaleza isso acontece todos os dias, em muitos locais, o dia inteiro, por isso que se torna algo tão diferente.

Sobre a cidade e a falta de estrutura

- Dizem que somente uma praia da capital Fortaleza não é poluída, a praia do Futuro, que lá é possível tomar banho tranquilo, porém no Jornal do Meio Dia do dia 04/01/08 foi falado que essa praia tem muitos pontos de poluição devido aos esgotos que são despejados no mar. Além disso as ondas são muito fortes, é complicado ficar na água. A praia é cheia de barracas, uma ao lado da outra, não tem muito espaço de areia, de praia mesmo, natureza. A pessoa é quase obrigada a ficar em uma barraca e logicamente gastar;
- Quase não existe postos de salva-vidas nas praias. No verão dizem que colocam mais profissionais nas praias, mas só se eles ficam no chão, caminhando pela areia, pois em toda a Praia do Futuro eu só lembro de ter visto 2 casinhas de salva-vidas. E os que ficam na praia próximo a feirinha da beira-mar estão sempre sentados olhando para a rua, curtindo o movimento e não olhando para o mar, como deveriam fazer. Eu imagino que eles estejam ali para cuidar se alguém está se afogando na água e não no asfalto. Aqui não é como no RS que tem uma casinha a cada mais ou menos 200 metros, na praia toda;
- Cidade muito feia, prédios caindo aos pedaços, pintura descascada, velhos, mal cuidados. O Centro então, nem se fala, é uma bagunça, muito feio. Uma pessoa comentou que eu não devo ter reparado como existem prédios de luxo, chiques, pela cidade, mas é exatamente sobre isso que eu falo logo abaixo, sobre o contraste de um prédio luxuoso ao lado de uma casinha caindo aos pedaços;
- Muitas favelinhas em toda parte, até nos bairros mais chiques. É tudo misturado. Mesmo os bairros de classe alta tem casinhas caindo aos pedaços lado a lado com os prédios de luxo, caríssimos. É um contraste impressionante. Alguns dizem que são áreas invadidas e é difícil remover essas famílias (de qualquer maneira é horrível a aparência);
- Tem muita sujeira nas ruas, mas não é culpa dos garis e sim do povo que joga tudo no chão. As vezes as pessoas saem de dentro do restaurante para jogar o copinho de café na calçada. Jogam lixo na rua o tempo todo. Ninguém se dá o trabalho de segurar o lixo até encontrar uma lixeira. Uma pessoa comentou que os garçons recolhem as copinhos no restaurante. Realmente recolhem se as pessoas deixarem o copinho em cima da mesa, mas nesse caso essa pessoa se levantava e ia jogar na calçada. Isso aconteceu umas 4 vezes. Assim não tem garçom que dê conta né (e tem uma lixeira logo abaixo de onde fica o café, portanto também não é culpa do restaurante);

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- Qualquer chuva a cidade fica toda alagada. Alguns pontos levam uns 2 dias para secar (isso se não chover de novo) porque a água não tem para onde escorrer. Tem que secar com o sol. Uma pessoa respondeu que com certeza na minha cidade também tem pontos de alagamento. É claro que tem mesmo, só que essa que é a diferença: alguns pontos. Em Fortaleza toda a cidade fica com muitos pontos de alagamento, desde os bairros mais simples até os mais "chiques", a cidade inteira fica alagada. E outra diferença é que no sul chove uma semana inteira, dia e noite. Aqui chove uma madrugada e de manhã já tem água parada em todo canto;

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- Em vez de asfaltar as ruas com caimento para as laterais e colocar bueiro, eles deixam um trilho sem asfalto, com um buraco de alguns centímetros de largura de um lado ao outro para a água passar no meio, uma valeta literalmente falando;
- Há centenas de casos de dengue e parece que ninguém faz nada, além de campanhas. Parece que o povo não acredita que a doença existe de fato. Uma pessoa justificou que se eu lesse o jornal veria que o Ceará tem um dos melhores combates a doença. Porém, segundo a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará - SESA, em notícia publicada em 01/12/2007, morreram pelo menos 25 pessoas em 2006 e 2007 e mais 26 óbitos que ainda estão sendo investigados se foi por dengue hemorrágica. Além disso a notícia mostra que o número da doença aumentou muito em 2007 em comparação a 2006, de 172 para 278 casos de dengue hemorrágica. A infestação do Aedes Aegypti encontra-se em 90,8% dos municípios cearenses. Ainda segundo a SESA em 2006 foram confirmados 25.569 casos da doença e em 2007, até 30 de novembro, já se acumulam 23.512 confirmações. Quanto a casos notificados, 2007 já supera 2006. São 40.107 contra 39.689. (www.saude.ce.gov.br);
- Tem uma Igreja em cada esquina da cidade (que na verdade é uma sala ou até uma garagem). Até aí tudo bem, cada pessoa pode ter sua crença, mas geralmente os pastores gritam tanto que é possível escutar umas 2 quadras de distância. Ou os fiéis são surdos ou o Deus deles é surdo.

Isso é tudo que se encaixa em Fortaleza Bela

- O Parque do Cocó é um parque ecológico, muito grande. É a maior área verde no meio urbano existente em Fortaleza. É muito bonito, muitas árvores, caranguejos, tem trilhas para caminhar, tem o rio Cocó, quadras esportivas, anfiteatro etc
- Os passageiros dos ônibus sempre se oferecem para segurar bolsas, sacolas, mochilas, de quem ta em pé. Muita gentileza;
- Existe ciclovias em algumas partes da cidade. É muito bom porque não atrapalha o trânsito e ao mesmo tempo proporciona maior segurança para os ciclistas;

- A feirinha da Beira-Mar é uma atração para os turistas. Se encontra de tudo para comprar por ali: roupas, sandálias, bijuterias, quadros, artesanato, bolsa, rede, castanha, biquini etc. Pode ser considerado um local interessante quando não se tem o que fazer, pois é bem localizado (que coisa óbvia rss), é bem seguro, iluminado... bom para dar uma caminhada.
- A temperatura é muito estável, 32 graus durante o dia e 26 graus a noite;
- É possível ir para a praia o ano todo. Sempre é quente, mesmo quando chove;
- Existem muitos restaurantes, para todos os gostos e bolsos;
- Há uma variedade imensa de frutas. Muitas que eu nunca tinha visto ou que custam caro no sul;
- Tomam muita água de coco, que é saudável;
- Tem um rodízio de massas e pizzas que é maravilhoso. O atendimento e ambiente também são muito bons (Pasto e Pizza). Só para comentar, o dono não é cearense, é paulista;
- Existe um local com várias tapioqueiras. Lá existe tapioca de todos os sabores, é uma delícia. Tem enrolada parecida com panqueca e também redondinha só com cobertura;
- Existe um centro cultural chamado Dragão do Mar que é divino, maravilhoso. O local é enorme, tem restaurantes, café, sorveteria, teatro, planetário, exposições, feira de artesanato e grande espaço aberto;

- Existem belas praias, porém fora de Fortaleza (as que eu mais gostei foram Lagoinha e Jericoacoara). Tem passeios de bugui com emoção e de banana boat em Cumbuco, muito legal;
- O sistema dos ônibus é bom porque pode trocar de ônibus pagando somente uma passagem (cópia de Curitiba rss);
- No supermercado, pesam as frutas no caixa. É interessante porque não é necessário parar numa fila para pesar e depois na fila do caixa;
- São realizados muitos shows de bandas de todo o Brasil. Tem para todos os gostos e bolsos, inclusive alguns grátis com bandas famosas;
- Quase todos os apartamentos tem suíte. É muito comum por aqui, mesmo que seja um prédio simples, sem elevador. Muito raro algum não ter;

Foto copiada da internet

- Existe um local que vende roupa com preço bem acessível, se chama Beco da Poeira. Ele até poderia estar na parte Descabela porque o local é feio, apertado, bagunçado e até sufocante, mas é interessante porque reúne em um único local vários vendedores que praticam preços muito semelhantes. É parecido com um galpão cheio de banquinhas, uma colada na outra, com corredores de no máximo 1 metro para caminhar, cheio de roupas penduradas para todos os lados. Além disso não dá para provar as roupas. Mas vale pela facilidade da localização e por encontrar dezenas de bancas de roupas, sapatos, bolsas, tudo no mesmo local.

- O Mercado Central segue um padrão parecido com o Beco da Poeira, porém muito mais organizado. Tem várias lojinhas, uma colada na outra, também cheias de roupas penduradas, mas tem mais espaço principalmente para caminhar. É bem mais tranquilo.